Randolfe Rodrigues diz que a base aliada tentará aprovar a PEC antes do primeiro turno, apesar da resistência da oposição. Setor produtivo quer mais debate sobre o tema

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que a base aliada trabalha para votar a proposta que acaba com a escala de trabalho 6x1, a PEC 221/2019, antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. Caso não seja possível cumprir esse calendário, a intenção é fazer uma nova tentativa na segunda semana de outubro.

Randolfe disse que vai tentar convencer o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a convocar uma sessão específica para analisar o tema. Segundo ele, a prioridade do governo é garantir a aprovação da matéria ainda neste mês.

Mais cedo, a proposta foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A expectativa inicial era de que o texto fosse votado no plenário ainda nesta quarta-feira, o que acabou não acontecendo.

O senador atribuiu o adiamento a uma articulação da oposição para esvaziar o plenário e impedir a apreciação imediata da PEC. Ele citou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), como integrantes da movimentação.

Proposta alternativa

A Oposição tem uma proposta alternativa, que flexibiliza horários, e permite ao trabalhador negociar sua carga horária, porém, o texto não foi apensado à proposta atual, limitando o debate.

Randolfe afirmou que o governo quer aprovar a proposta sem mudanças, preservando o mesmo texto aprovado pela Câmara dos Deputados. Para ele, a votação em plenário exigirá uma mobilização ampla, já que uma Proposta de Emenda à Constituição precisa de 49 votos favoráveis em dois turnos no Senado.

O líder do governo também defendeu pressão da sociedade sobre os parlamentares. Segundo ele, trabalhadores brasileiros devem se manifestar para reforçar o apoio à mudança na jornada.

Apesar do impasse desta quarta-feira, Randolfe garantiu que a base governista seguirá tentando aprovar a PEC. Ele declarou que a votação acontecerá até o final de outubro, ainda que uma nova data precise ser marcada para viabilizar a análise no plenário.

Setor produtivo quer mais debate sobre o tema 

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