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Aproximar-se demais dos livros e das telas, apresentar queda no desempenho escolar, esbarrar frequentemente em objetos ou inclinar a cabeça para enxergar melhor são alguns dos sinais que podem indicar alterações na visão de crianças. (Fotos: Scarduelli Comunicação)
Mudanças simples no comportamento e no rendimento escolar podem ser o primeiro alerta para alterações oculares na infância
Algumas mudanças no comportamento podem indicar que a criança está enxergando mal. Aproximar-se muito de livros e telas, inclinar a cabeça para ver melhor, esbarrar com frequência em objetos e apresentar queda no desempenho escolar estão entre os sinais que merecem atenção de pais e professores.
No ambiente escolar, esses indícios podem aparecer de forma sutil. Dificuldade para acompanhar o conteúdo escrito no quadro, esforço para ler e mudanças no rendimento são pistas importantes para levantar a suspeita de alterações na visão e buscar orientação especializada.
Estudos globais recentes mostram que uma em cada três crianças já tem miopia. A projeção é de que o problema atinja 40% da população infantil até 2050, o que reforça a importância de observar sinais precocemente e adotar medidas de prevenção.
Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica, passar cerca de duas horas por dia ao ar livre, em atividades como brincadeiras, caminhadas e esportes, pode ajudar a prevenir e retardar a progressão da miopia. A exposição à luz natural é apontada como um fator relevante para a saúde ocular na infância.
O uso excessivo de telas também exige atenção. A recomendação é manter uma distância adequada dos aparelhos, fazer pausas durante atividades prolongadas e evitar períodos muito longos sem descanso para os olhos. Essas medidas ajudam a reduzir o esforço visual no dia a dia.
Além disso, é importante proteger os olhos da radiação ultravioleta com óculos escuros com proteção UV, boné e protetor solar. A combinação desses cuidados contribui para a preservação da visão e para a rotina saudável das crianças em diferentes ambientes.
Muitas crianças não percebem ou não conseguem explicar que estão enxergando mal. Por isso, a observação de professores e familiares é fundamental para reconhecer alterações e encaminhar a criança para avaliação oftalmológica o quanto antes.
Em outubro, mês marcado pelo Dia das Crianças e pelo Dia dos Professores, o tema ganha ainda mais destaque. A médica oftalmologista Déborah Ribas, do Hospital de Olhos de Florianópolis, reforça que educadores podem ser grandes aliados na identificação de sinais que afetam a visão e, consequentemente, o aprendizado infantil.
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