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Sociedade Catarinense de Oftalmologia tem trajetória marcada pela qualificação, defesa da profissão e vitórias para a saúde pública de SC. (Fotos: Divulgação)
Entidade teve papel decisivo na prevenção, na formação médica e na defesa da saúde ocular em Santa Catarina
A Sociedade Catarinense de Oftalmologia (SCO) completa 40 anos no domingo (18), com uma trajetória que vai além da representação dos médicos especialistas. Desde a fundação, em Florianópolis, em 1986, a entidade acompanhou mudanças profundas na medicina, ao mesmo tempo em que fortaleceu a formação científica e a integração entre profissionais.
Criada por 16 oftalmologistas, entre eles o doutor Otávio Nesi, primeiro presidente da instituição, a SCO se consolidou como uma referência na defesa da especialidade. Ao longo dessas quatro décadas, congressos, cursos e encontros regionais ajudaram a manter os médicos atualizados diante da evolução de técnicas cirúrgicas, medicamentos e recursos diagnósticos.
Na avaliação do atual presidente, doutor André Frutuoso, a rápida transformação tecnológica exige atualização permanente e senso crítico. Ele destaca que nem toda novidade representa avanço real, o que reforça o papel das sociedades médicas na análise de novas técnicas e tecnologias antes de sua adoção ampla.
A SCO também atua na defesa das atribuições médicas e dos padrões científicos e éticos da oftalmologia. A entidade participa de discussões sobre os limites de atuação profissional e sustenta que diagnósticos e tratamentos devem respeitar as competências previstas em lei, com prioridade para a segurança do paciente.
Frutuoso lembra que o exame oftalmológico pode revelar doenças que afetam a visão e também condições sistêmicas, como alterações da retina e glaucoma. Por isso, alerta que tratar sintomas apenas como necessidade de correção óptica pode atrasar diagnósticos importantes.
Um dos principais marcos da atuação institucional da SCO foi a mobilização que contribuiu para a aprovação da Lei Estadual nº 19.108/2024, que ampliou a realização do Teste do Olhinho em maternidades e hospitais públicos e privados de Santa Catarina. O exame, feito nas primeiras 72 horas de vida, ajuda a identificar sinais de doenças oculares graves, incluindo o retinoblastoma.
Além dessa conquista, a sociedade participa de campanhas de prevenção ao glaucoma, ceratocone e retinopatia diabética, além de ações comunitárias e exames em crianças em parceria com o SESC. A entidade também desenvolve iniciativas como a Ação Global e o Unidos pelo Diabetes, ampliando o alcance das informações sobre saúde ocular.
Por meio de entrevistas, campanhas e conteúdos educativos, a SCO busca levar informação confiável à população em diferentes regiões do Estado. O objetivo é estimular o diagnóstico precoce e ampliar a consciência sobre a importância do acompanhamento oftalmológico ao longo da vida.
Ao completar 40 anos, a entidade volta suas atenções para desafios crescentes, como o envelhecimento da população, o aumento da miopia infantil e a necessidade de ampliar o acesso à assistência oftalmológica no interior catarinense. A preocupação é garantir que o cuidado com a visão chegue a mais pessoas, independentemente da região onde vivem.
Segundo o presidente, o futuro da SCO também depende da aproximação entre gerações de especialistas e do fortalecimento da participação dos médicos de todas as regiões do Estado. A meta é fazer com que profissionais do interior e jovens oftalmologistas se sintam representados e tenham espaço para contribuir com o desenvolvimento da especialidade.
Quatro décadas depois de sua fundação, a SCO celebra o legado dos médicos que construíram sua história e reforça sua atuação como entidade voltada à ciência, à prevenção e à defesa da saúde da população catarinense.
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Sociedade Catarinense de Oftalmologia tem trajetória marcada pela qualificação, defesa da profissão e vitórias para a saúde pública de SC (Divulgação)
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A legislação também prevê avaliações posteriores durante a infância, ampliando as oportunidades de diagnóstico precoce. (Divulgação)
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