Família de Edivan transforma despedida em esperança com doação de órgãos

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28/09/2026 10:02
Doação de órgãos

Família de Edivan transforma despedida em esperança com doação de órgãos

Por Jornalismo

Fonte: Comunicação Interna Unimed Chapecó

 Publicado 28/09/2026 10:02  – Atualizado 28/09/2026 10:02

Família Tonato com representantes da Comissão Hospitalar de Transplantes Hospitalares da Unimed Chapecó.
  • Família Tonato com representantes da Comissão Hospitalar de Transplantes Hospitalares da Unimed Chapecó. (Fotos: Comunicação Interna Unimed Chapecó)

Irmãos e mãe lembram o apoio cotidiano do paciente, que já havia manifestado a vontade de ser doador

Entre viagens, passeios de bicicleta e a vontade de conhecer lugares novos, Edivan Tonato também foi lembrado pela família pelo cuidado com todos à sua volta. Era o irmão que buscava e levava as irmãs, ajudava a mãe e se preocupava com a organização da casa, tornando-se um dos principais apoios da família.

Os relatos dos irmãos e da mãe mostram um homem trabalhador, criterioso e presente nos gestos do dia a dia. Para eles, boa parte da forma como a família se estruturava tinha a participação dele, que unia alegria de viver e responsabilidade com quem amava.

Após sofrer uma parada cardiorrespiratória e ser internado na UTI, Edivan teve confirmada a morte encefálica. Diante da notícia, os familiares se lembraram de uma conversa anterior em que ele havia manifestado o desejo de ser doador, o que tornou a decisão mais clara para todos.

A autorização ocorreu de forma unânime entre mãe e irmãos. Mesmo diante da dor da perda, a família encontrou na escolha uma forma de honrar a vontade de Edivan e de imaginar que sua história poderia seguir ajudando outras pessoas.

No Hospital Unimed Chapecó, a família acompanhou o processo com explicações graduais sobre exames e etapas do protocolo, o que ajudou na compreensão do quadro clínico. Segundo os relatos, a condução foi ética, transparente e sem pressão, permitindo que a decisão fosse construída em conjunto.

Um dos momentos mais marcantes para os familiares foi um gesto simples da equipe de enfermagem, que aplicou protetor labial com cuidado no paciente. Para os irmãos, esse detalhe simbolizou dignidade e atenção até o último instante de vida.

Depois da doação, a família passou a imaginar os caminhos possíveis para os órgãos de Edivan, associando essa despedida à chance de outras pessoas retomarem a vida. Entre as lembranças, ficou também a mensagem escrita pela irmã no quadro do quarto: “viver em outras vidas”.

A Comissão Hospitalar de Transplantes do hospital reforça que, no Brasil, a doação após a morte depende da autorização familiar. Por isso, falar sobre o assunto em casa pode ser decisivo para transformar uma decisão difícil em um gesto de esperança para quem aguarda por um transplante.

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  • Doação de órgãos reforça a importância do diálogo e da manifestação desse desejo em vida. (Comunicação Interna Unimed Chapecó)

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