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Hospitais de sete macrorregiões atuam na notificação e na doação de órgãos durante o Setembro Verde. (Fotos: Gabriel Silva)
Setembro Verde chama atenção para a importância da doação e para a fila ainda extensa no estado
Santa Catarina registrou 1.167 transplantes de órgãos e tecidos entre janeiro e agosto de 2026, de acordo com o boletim mais recente do SC Transplantes, central vinculada à Secretaria de Estado da Saúde. Os dados chegam durante o Setembro Verde, campanha nacional voltada à conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos, com destaque para o Dia Nacional de Doação de Órgãos, em 27 de setembro.
O resultado reflete o trabalho de uma rede hospitalar distribuída por sete macrorregiões do estado, responsável tanto pela notificação de potenciais doadores quanto pela realização dos procedimentos. A atuação integrada entre as unidades é apontada como essencial para sustentar os números do sistema e ampliar as chances de captação.
No período analisado, foram 525 potenciais doadores notificados às equipes de captação, o que resultou em 241 doações efetivas. Isso representa uma conversão de 46%, índice que ainda é impactado por fatores como a recusa das famílias e as contraindicações clínicas identificadas pelas equipes médicas.
Segundo o levantamento, houve 123 casos de não autorização familiar e 64 situações em que a doação foi impedida por contraindicação clínica. A Central coordena essas etapas com base na Resolução 2.173/2017 do Conselho Federal de Medicina, que trata do diagnóstico de morte encefálica e da necessidade de autorização familiar.
As notificações e doações se concentram em diferentes regiões de Santa Catarina. A Planalto Norte e Nordeste, que inclui hospitais de Joinville e Mafra, liderou em número de notificações, com 116 registros e 48 doações efetivas. Na sequência aparecem a Grande Florianópolis, com 89 notificações e 38 doações, e o Vale do Itajaí, que teve 74 notificações e 46 doações, alcançando a maior taxa de conversão entre as regiões.
Hospitais de Blumenau, Chapecó, Criciúma, Itajaí e Florianópolis também tiveram participação relevante na captação ao longo do período. Para representantes das entidades do setor hospitalar, os resultados mostram que o avanço da doação depende de capacitação contínua das equipes e de atuação coordenada em diferentes pontos da rede.
Apesar do volume de transplantes realizados, a fila de espera em Santa Catarina ainda era de 1.894 pessoas em agosto de 2026. O transplante renal concentra a maior demanda, com 898 pacientes aguardando por um rim, seguido pela córnea, com 751 inscritos.
Também aguardavam transplante 155 pacientes de medula óssea, 56 de fígado, 23 de rim e pâncreas conjugado e 11 de tecido ósseo. Entre os procedimentos já feitos no estado, a córnea lidera com 541 transplantes, seguida por 178 transplantes renais com doador falecido e 153 de esclera.
As lideranças do setor reforçam que a recusa familiar segue como um dos principais desafios para ampliar as doações. O diálogo prévio dentro de casa é apontado como decisivo para que a vontade de doar possa ser respeitada em um momento de dor e de tomada rápida de decisão.
Em Santa Catarina, o avanço dos transplantes depende da continuidade do trabalho conjunto entre hospitais, equipes de captação e famílias, além da manutenção de investimentos em formação profissional. A combinação desses fatores é considerada fundamental para reduzir a fila de espera e ampliar o número de vidas salvas.
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SC registrou 1.167 transplantes de órgãos e tecidos entre janeiro e agosto de 2026, segundo o boletim mais recente do SC Transplantes. (Gabriel Silva)
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