SUS depende de articulação entre governo, hospitais e entidades para chegar à ponta

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17/09/2026 18:47
Hospitais filantrópicos

SUS depende de articulação entre governo, hospitais e entidades para chegar à ponta

Por Jornalismo

 Publicado 17/09/2026 18:47  – Atualizado 17/09/2026 18:47

Entidades representativas como AHESC e FHESC exercem uma função que ultrapassa a representação institucional.
  • Entidades representativas como AHESC e FHESC exercem uma função que ultrapassa a representação institucional. (Fotos: Divulgação )

Em Santa Catarina, os hospitais filantrópicos têm participação decisiva na assistência oferecida pelo SUS

No aniversário de 36 anos do Sistema Único de Saúde, AHESC e FHESC destacam papel das entidades hospitalares na construção de soluções entre o poder público e as instituições que estão na ponta da assistência

Há 36 anos, o Sistema Único de Saúde (SUS) estabeleceu um novo modelo de acesso à saúde no Brasil, baseado nos princípios da universalidade, integralidade e equidade. Criado pela Constituição Federal de 1988, o sistema transformou a saúde em um direito de todos e uma responsabilidade compartilhada. Para que essa estrutura funcione, existe uma rede formada por hospitais, profissionais de saúde e entidades que fazem a interlocução entre as instituições e o poder público.

Em Santa Catarina, os hospitais filantrópicos têm participação decisiva na assistência oferecida pelo SUS, especialmente nos atendimentos de média e alta complexidade. Segundo levantamento da Associação dos Hospitais do Estado de Santa Catarina (AHESC) e da Federação de Hospitais e Entidades Filantrópicas de Santa Catarina (FHESC), 71% dos atendimentos de alta complexidade realizados pelo SUS no estado passam por hospitais filantrópicos. Na oncologia, a participação chega a 69% das internações.

Entidades representativas como AHESC e FHESC exercem uma função que ultrapassa a representação institucional. Ao reunir hospitais de diferentes regiões e perfis, as entidades conseguem identificar demandas comuns, levar as dificuldades encontradas na assistência aos órgãos públicos e acompanhar a construção de políticas que precisam chegar como atendimento na ponta do sistema. A atuação funciona como uma ponte entre quem formula as políticas de saúde e quem precisa colocá-las em prática diariamente.

Para a presidente da FHESC, irmã Neusa Lúcio Luiz, essa articulação é fundamental para que as decisões tomadas no âmbito público considerem a realidade enfrentada pelos hospitais. "O SUS é uma construção coletiva. Para que uma política pública funcione, é preciso que exista diálogo entre quem planeja, quem financia e quem está diariamente diante do paciente. As entidades têm o papel de aproximar essas realidades e contribuir para que as decisões sejam mais conectadas às necessidades da assistência", afirma.

A interlocução também envolve temas como financiamento, atualização de procedimentos, investimentos em tecnologia, qualificação das equipes e manutenção de serviços de alta complexidade. A realidade dos hospitais pode variar de acordo com a região e o perfil da unidade, mas muitos dos desafios são compartilhados. Ao representar esse conjunto de instituições, as entidades conseguem levar ao poder público uma visão mais ampla sobre os impactos das decisões na operação dos serviços de saúde.

O aniversário do SUS, celebrado em 19 de setembro, é uma oportunidade para reconhecer a complexidade da rede que sustenta esse sistema. Em Santa Catarina, onde os hospitais filantrópicos assumem uma parcela expressiva dos atendimentos de maior complexidade, a articulação entre instituições, entidades e poder público é parte essencial para garantir que as políticas de saúde se transformem em atendimento efetivo à população.

A data também coloca em pauta a necessidade de manter abertas as diferentes frentes de diálogo que permitem ao sistema avançar. Para Maurício José Souto-Maior, presidente da AHESC, “aproximar o poder público, as entidades e quem presta a assistência é um dos caminhos para construir soluções mais adequadas à realidade dos hospitais e às necessidades dos pacientes”.

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  • A interlocução envolve financiamento, atualização de procedimentos, tecnologia, qualificação das equipes e serviços de alta complexidade. (Divulgação )

  • A interlocução envolve financiamento, atualização de procedimentos, tecnologia, qualificação das equipes e serviços de alta complexidade. (Divulgação )

  • A interlocução envolve financiamento, atualização de procedimentos, tecnologia, qualificação das equipes e serviços de alta complexidade. (Divulgação )

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