A ação nacional quer ampliar o diálogo sobre doação de órgãos e mostrar que uma conversa em família pode salvar vidas

A NTC&Logística, por meio da COMJOVEM, vai intensificar em 2026 a campanha Rota da Vida, uma iniciativa nacional voltada à conscientização sobre a doação de órgãos e, principalmente, à importância de conversar em família sobre essa decisão. Lançada oficialmente em 2025, durante o Congresso NTC, a ação passa a integrar de forma fixa o calendário anual da entidade.

Em 2026, a mobilização será realizada ao longo de três meses, entre setembro e novembro, com a proposta de levar o tema para dentro das empresas, entidades e também para o cotidiano das famílias. O mote da campanha, “Doe órgãos. A vida segue em novos caminhos”, faz uma ligação entre o universo do transporte e a continuidade de vidas proporcionada pelos transplantes.

O Setembro Verde terá destaque especial dentro da mobilização, por ser o período dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos e por concentrar o Dia Nacional da Doação de Órgãos, em 27 de setembro. A campanha busca usar esse momento para ampliar a presença do tema em diferentes espaços e estimular um diálogo mais natural sobre o assunto.

Segundo a proposta da Rota da Vida, falar sobre doação de órgãos com antecedência pode fazer diferença em um momento decisivo. No Brasil, a manifestação individual da vontade de ser doador não substitui a autorização da família, o que torna essencial compartilhar essa escolha com as pessoas próximas.

Os números mais recentes reforçam a relevância da campanha. De acordo com o Registro Brasileiro de Transplantes 2025, da ABTO, o Brasil registrou 15.940 notificações de potenciais doadores e 4.335 doadores efetivos ao longo do ano. Já os dados consolidados do Ministério da Saúde apontam 9.938 transplantes de órgãos sólidos realizados em 2025.

Entre os procedimentos, destacam-se 6.697 transplantes renais, 2.573 de fígado, 427 de coração, 142 de pâncreas e 96 de pulmão. Também foram realizados 17.790 transplantes de córnea. Apesar do volume, a fila continua grande: ao fim de 2025, o país tinha 73.877 pacientes ativos em lista de espera para órgãos e córneas.

Outro dado que chama atenção é a recusa familiar. Segundo a ABTO, foram 4.200 recusas em 2025, o equivalente a cerca de 45% das entrevistas feitas com famílias de potenciais doadores. O número mostra que o desafio da doação não está apenas na estrutura de transplantes, mas também na informação e na conversa prévia dentro das casas.

A campanha reforça justamente essa mensagem: quem deseja ser doador deve comunicar claramente a vontade à família. A expectativa é que a Rota da Vida amplie esse debate em diferentes regiões do país, aproveitando a capilaridade da NTC&Logística e de sua rede de representação para levar informação, sensibilização e, sobretudo, incentivo à decisão compartilhada.

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