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Um dos sinais que mais chamam a atenção pode surgir até em uma fotografia. (Fotos: Divulgação)
A medida amplia a proteção à saúde ocular infantil e reforça o diagnóstico precoce de doenças graves como o retinoblastoma
Desde 27 de fevereiro de 2025, maternidades e hospitais públicos e privados de Santa Catarina são obrigados a realizar o Teste do Reflexo Vermelho, conhecido como Teste do Olhinho, em recém-nascidos. A avaliação deve ocorrer nas primeiras 72 horas de vida e faz parte de uma estratégia de proteção à saúde ocular infantil prevista na Lei nº 19.108/2024.
A medida foi defendida pela Sociedade Catarinense de Oftalmologia, que atuou para ampliar a triagem desde o nascimento. A orientação é que o exame não fique restrito à maternidade, mas continue ao longo dos primeiros anos de vida da criança.
O tema ganha destaque com o Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma, em 18 de setembro. A doença é rara, mas é o tumor maligno ocular mais frequente na infância e atinge principalmente bebês e crianças pequenas.
Segundo estimativas do Ministério da Saúde, o Brasil registra cerca de 400 casos por ano. De acordo com orientações do INCA, o diagnóstico precoce pode levar à remissão em cerca de 90% dos casos, o que reforça a necessidade de vigilância desde os primeiros meses de vida.
Como bebês e crianças pequenas ainda não conseguem relatar alterações na visão, a observação da família e os exames periódicos são fundamentais. Um dos sinais mais conhecidos é a leucocoria, reflexo esbranquiçado na pupila chamado de “olho de gato”, que pode aparecer em fotografias com flash.
Estrabismo, dificuldade visual, movimentos irregulares dos olhos, vermelhidão e dor também merecem investigação médica. Pela legislação catarinense, o Teste do Olhinho deve ser repetido aos 4, 6 e 12 meses nas unidades de Atenção Básica, com consultas especializadas aos 2 e 3 anos.
A discussão sobre retinoblastoma ganhou visibilidade no país com a campanha De Olho nos Olhinhos, criada por Daiana Garbin e Tiago Leifert após o diagnóstico da filha, Lua, aos 11 meses. A iniciativa transformou a experiência da família em informação e orientação para outros pais.
Hoje, a campanha conta com apoio médico-científico e promove ações de conscientização em diferentes regiões do Brasil. A recomendação da Sociedade Catarinense de Oftalmologia é que famílias conheçam seus direitos, acompanhem a saúde ocular das crianças e procurem atendimento sempre que houver qualquer alteração.
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