-
A entidade destaca este tema, pois no último dia 29 de agosto, foi celebrado o Dia Nacional de Combate ao Fumo. (Fotos: Kruscha/Pixabay)
CNM destaca avanços no controle do fumo e alerta para novo desafio entre adolescentes
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) destaca que as prefeituras têm papel central no enfrentamento ao tabagismo e aos novos desafios relacionados ao uso de cigarros eletrônicos entre jovens. O tema ganha relevância após o Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, e a marca de 30 anos da Lei Antifumo, que consolidou estratégias de prevenção e conscientização no país.
Segundo a entidade, as duas datas reforçam a importância de manter e ampliar políticas públicas voltadas à redução dos danos causados pelo tabaco. No âmbito municipal, essas ações chegam mais perto da população e podem fazer diferença na prevenção, no acompanhamento de usuários e na orientação de crianças, adolescentes e famílias.
Os dados do Vigitel mostram que a proporção de adultos fumantes caiu de 15,7% em 2006 para 11,5% em 2024, com o menor índice registrado em 2021, de 9%. O cenário, porém, passou a exigir atenção redobrada por causa do crescimento do uso de cigarros eletrônicos, sobretudo entre adolescentes.
A PeNSE 2024 aponta que 29,6% dos estudantes de 13 a 17 anos já experimentaram cigarro eletrônico, contra 16,8% em 2019. O aumento aparece em todas as regiões do país e representa um novo desafio para as políticas de controle do tabaco, já que o apelo desses produtos tem sido reforçado por estratégias de marketing direcionadas ao público jovem.
A área de Políticas sobre Drogas da CNM defende que os municípios atualizem suas estratégias de prevenção e comunicação. Para a entidade, não basta tratar apenas dos riscos do cigarro convencional: é necessário falar também sobre os novos produtos de nicotina e sobre as formas usadas pelo mercado para torná-los atrativos para adolescentes e outros públicos vulneráveis.
Nesse contexto, a Atenção Primária à Saúde aparece como espaço estratégico para promover saúde, prevenir doenças e apoiar a interrupção do consumo de tabaco. O acompanhamento contínuo ajuda a reduzir fatores de risco associados a doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão, diabetes, problemas cardiovasculares e câncer.
Alguns municípios já vêm adotando medidas para conter o avanço dos cigarros eletrônicos. Em Itaipulândia (PR), a campanha “POD NÃO PODE!” reúne saúde e educação em palestras, materiais informativos e ações em escolas e espaços públicos voltadas à conscientização dos jovens.
Em São José (SC), as atividades de agosto foram integradas ao Programa Saúde na Escola. Estudantes participaram de ações educativas sobre os riscos do cigarro eletrônico, enquanto profissionais da saúde receberam capacitação para fortalecer a prevenção e o atendimento às pessoas que desejam parar de fumar.
Tags
- Adolescentes
- atenção primária
- cigarro eletrônico
- CNM
- fumo
- lei
- municípios
- Prevenção
- Saúde Pública
- tabagismo