Sociedade Catarinense de Oftalmologia alerta para diagnóstico precoce e acesso ao tratamento como caminhos para reduzir perda de visão

Perder a visão ainda é uma realidade para milhões de pessoas no mundo, muitas vezes por causas que poderiam ser prevenidas, diagnosticadas mais cedo ou tratadas com acompanhamento adequado. Em abril, mês marcado pela campanha Abril Marrom, o tema volta ao centro do debate público e amplia o alerta para uma questão que afeta diretamente a autonomia, a qualidade de vida e a capacidade de realizar atividades simples do cotidiano.
Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que pelo menos 2,2 bilhões de pessoas vivem com algum grau de comprometimento da visão para longe ou para perto no mundo. Em ao menos 1 bilhão desses casos, a deficiência visual poderia ter sido evitada ou ainda não recebeu o cuidado necessário. Entre as principais causas de perda de visão estão os erros refrativos não corrigidos e a catarata, além de doenças como glaucoma, retinopatia diabética e degeneração macular relacionada à idade.
O impacto também é social e econômico. A OMS estima que a perda de visão represente uma carga global de US$ 411 bilhões por ano em produtividade. A maior parte dos casos ocorre entre pessoas com mais de 50 anos, o que reforça a relação entre saúde ocular, envelhecimento e independência.
Para o oftalmologista Dr. André Frutuoso, presidente da Sociedade Catarinense de Oftalmologia, a campanha cumpre um papel importante ao levar o tema para além dos consultórios e aproximar a informação da população.
“O Abril Marrom é um chamado para que a saúde ocular seja vista com a seriedade que merece. Muitas pessoas ainda procuram atendimento apenas quando a visão já está comprometida, e isso pode reduzir as chances de um tratamento mais eficaz. Quando falamos em prevenção e diagnóstico precoce, falamos em preservar autonomia, qualidade de vida e dignidade”, afirma.
Segundo o médico, o acompanhamento oftalmológico regular é decisivo para identificar alterações antes que elas avancem. “Há doenças oculares que evoluem de forma silenciosa. Em muitos casos, o paciente só percebe que existe um problema quando a perda visual já interfere na rotina. Por isso, consultar o oftalmologista periodicamente é uma medida de cuidado que pode fazer toda a diferença”, destaca o Dr. André Frutuoso.
Para a Sociedade Catarinense de Oftalmologia, campanhas como o Abril Marrom ajudam a ampliar a consciência coletiva sobre um problema que, em muitos casos, pode ser evitado. A entidade defende a informação de qualidade, a valorização da consulta oftalmológica e o fortalecimento da assistência especializada como medidas fundamentais para reduzir os índices de cegueira evitável.
Congresso em Florianópolis reúne especialistas do Sul do país
O tema também dialoga com a agenda científica da especialidade. Entre os dias 28 e 30 de maio de 2026, Florianópolis recebe o XIX Congresso Sul-Brasileiro de Oftalmologia. O encontro será voltado ao aprimoramento técnico-científico da oftalmologia e reunirá especialistas em áreas como catarata, cirurgia refrativa, retina, plástica ocular, glaucoma, córnea, lentes de contato, estrabismo, tumores, oftalmopediatria e curso de auxiliares em oftalmologia.
A realização do congresso em Santa Catarina reforça o compromisso das entidades médicas com a atualização profissional e com a qualificação permanente da assistência prestada à população. Em um contexto em que a cegueira evitável segue sendo um desafio de saúde pública, a troca de conhecimento entre especialistas também se torna parte da resposta.

 

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