O vírus Nipah, letal (40-75%), circula na Ásia via morcegos, com surtos contidos em 2026 na Índia. Risco pandêmico baixo pela transmissão limitada; ausente no Brasil, diz Ministério da Saúde. Previna lavando frutas e usando EPIs. OMS monitora como prioritário.

O vírus Nipah ganhou destaque em 2026 com casos na Índia, gerando dúvidas sobre seu potencial pandêmico. Este artigo explica os fatos de forma clara, respondendo se ele pode se espalhar pelo mundo e como se proteger, baseado em fontes confiáveis como OMS e Ministério da Saúde.

O que é o Vírus Nipah?

Identificado no final dos anos 1990 na Malásia, o Nipah é um vírus zoonótico, transmitido de animais para humanos. Seus reservatórios principais são morcegos frutíferos do gênero Pteropus, conhecidos como raposas-voadoras, que eliminam o vírus pela saliva, urina e fezes sem adoecer.

Esses morcegos vivem no Sul e Sudeste Asiático, Oceania e partes da África Oriental, explicando por que surtos ocorrem só nessas regiões – sem registros nas Américas. A transmissão humana acontece via frutas ou seiva contaminadas (como de tamareiras na Índia e Bangladesh), contato com porcos infectados ou, raramente, entre pessoas em contatos próximos.

Sintomas e gravidade da doença

O período de incubação varia de 3 a 14 dias. Inicialmente, surgem febre, dor de cabeça, dores musculares, fadiga, vômitos e problemas respiratórios. Depois, avança para encefalite (inflamação cerebral), com confusão, convulsões e sonolência.

A letalidade é alta, entre 40% e 75%, dependendo do atendimento médico. Sobreviventes podem ter sequelas neurológicas em 20% dos casos, como déficits cognitivos ou encefalite tardia anos após. Sem vacina ou antiviral específico, o tratamento é de suporte intensivo.

Surtos recentes e risco no Brasil

Em janeiro de 2026, a Índia confirmou dois casos em profissionais de saúde na Bengala Ocidental, o primeiro surto ali em quase 20 anos. Mais de 190 contatos foram monitorados, todos negativos, sem disseminação.

O Ministério da Saúde brasileiro afirma que o Nipah não circula no país e o risco é baixo, graças à ausência dos morcegos reservatórios. Há vigilância constante com Fiocruz, Evandro Chagas e OPAS. Rumores de casos no Brasil são fake news desmentidos.

Por que não é uma ameaça pandêmica?

A OMS classifica o Nipah como prioritário por sua letalidade, mas o risco global é baixo: transmissão humana limitada (não como aerossóis fáceis), dependência de reservatórios específicos e respostas rápidas contêm surtos. Diferente da Covid-19, ele não se espalha facilmente em massa.

Na prática, surtos anuais na Ásia são locais, ligados a hábitos como consumir seiva crua. Sem viagens ou comércio que levem morcegos para cá, o cenário pandêmico é improvável.

Como se prevenir do Nipah?

Evite frutas com mordidas ou mal lavadas, ferva seivas naturais e reduza contato com morcegos. Lave mãos após lidar com animais ou doentes. Em hospitais, use EPIs, isole suspeitos e diagnostique cedo.

No Brasil, foque em higiene geral – medidas contra Nipah valem para outras doenças. Autoridades monitoram, mas viajantes da Ásia devem ficar atentos.

 

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