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Governo do Brasil amplia o cuidado oncológico no país (Fotos: JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL)
Programa Agora Tem Especialistas amplia prevenção e tratamento oncológico no SUS: 781 mil casos projetados pelo INCA até 2028, mamografias para 40-74 anos, recorde em quimioterapia e vacina HPV a 85%. Avanços reais para diagnóstico precoce e equidade. Fonte: Ministério da Saúde e INCA.
O câncer avança como uma das maiores ameaças à saúde no Brasil, mas o governo dá passos concretos para mudar esse cenário. Lançado em 2025, o programa Agora Tem Especialistas coloca a oncologia no centro das políticas públicas do SUS, com foco em prevenção, diagnóstico precoce e tratamento acessível. Neste artigo, você vai entender as projeções alarmantes do INCA, os avanços já realizados e como isso impacta sua vida cotidiana. Já parou para pensar quantas vidas poderiam ser salvas com um exame simples?
Projeções do INCA: o tamanho do desafio até 2028
A Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil, divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) em 4 de fevereiro – Dia Mundial do Câncer –, prevê cerca de 781 mil novos casos por ano até 2028. Excluindo tumores de pele não melanoma, o número cai para 518 mil anuais. Esses dados refletem o envelhecimento da população e hábitos de risco, como tabagismo e sedentarismo.
Entre homens, lideram próstata, cólon e reto, pulmão, estômago e cavidade oral. Para mulheres, mama, cólon e reto, colo do útero, pulmão e tireoide são os mais comuns – com pele não melanoma no topo para ambos os sexos, graças à sua baixa letalidade. O INCA destaca oportunidades de prevenção, como no colo do útero e colorretal, onde detecção precoce faz toda a diferença. Acesse o relatório completo no site do INCA.
Agora Tem Especialistas: prevenção e diagnóstico ampliados
O programa, acessível em gov.br/saude/agora-tem-especialistas, visa criar a maior rede pública de oncologia do mundo, coordenada pelo INCA. "O desafio é estruturar prevenção, diagnóstico e tratamento com qualificação do cuidado", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Na prática, isso significa levar especialistas aonde o paciente está.
Mamografia gratuita para mais mulheres
Agora, mulheres de 40 a 49 anos – mesmo sem sintomas – podem fazer mamografia no SUS, além de 50 a 74 anos. Em 2025, foram 3 milhões de exames bilaterais, e a Pesquisa Vigitel/MS 2025 mostra que 92% das mulheres de 50-69 anos já realizaram o teste. Isso eleva as chances de cura em até 90% nos estágios iniciais.
Carretas e teste DNA-HPV levam exames ao interior
33 carretas percorreram o país em 2025, oferecendo mamografias, ultrassons e biópsias para mama e colo do útero. "A saúde da mulher é prioridade, pois elas são maioria no SUS e o câncer de mama mata mais", explica Padilha. Para colo do útero, o teste molecular DNA-HPV – tecnologia nacional em 12 estados – detecta o vírus HPV antes de lesões, acelerando o atendimento.
Tratamentos inovadores e recordes no SUS
O SUS não para na prevenção: incorporou um medicamento inédito para câncer de mama HER2 positivo, reduzindo mortalidade em até 50% com custo 50% menor (R$ 159,3 milhões investidos). Quimioterapia bateu recorde com quase 7 milhões de procedimentos até novembro de 2025 – 80% a mais que os 3,9 milhões de 2022.
Em radioterapia, 24 novos aceleradores lineares entraram em operação, incluindo o primeiro no Amapá (cada um atende 600 pacientes/ano). Para 2026, vêm mais 131. Uma portaria inovadora financia serviços por paciente atendido, e um auxílio cobre transporte, comida e hospedagem para quem viaja.
Vacinação HPV: escudo contra vários cânceres
Grátis no SUS para 9-14 anos (meninas e meninos), imunossuprimidos e mais, a vacina atingiu 85% em meninas e 73% em meninos em 2025. Oito estados superam 90%, rumo à meta da OMS para eliminar colo do útero até 2030.
Viva Mais Brasil: prevenção pelo dia a dia
Lançada em 2026 com R$ 340 milhões, a estratégia inclui Academia da Saúde (mais R$ 40 milhões) para atividade física, alimentação saudável e corte no álcool/tabaco. Combater câncer é promover vida plena.
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