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. (Fotos: Unsplash/Point Blanq)
Entre eles, óculos com proteção UV e busca por atendimento
O sol forte do verão traz prazer, mas também risco para os olhos. A fotoceratite, conhecida popularmente como “olho queimado de sol”, ocorre quando a córnea sofre uma lesão aguda pela radiação ultravioleta (UV). “É uma queimadura superficial, dolorosa, que costuma aparecer algumas horas após a exposição”, explica o presidente da Sociedade Catarinense de Oftalmologia, Dr. André Frutuoso. “O paciente descreve dor intensa, sensação de areia, lacrimejamento e sensibilidade à luz, sintomas que merecem avaliação oftalmológica.”
Além do quadro agudo, a exposição acumulada ao UV está associada a doenças crônicas que prejudicam a visão ao longo da vida, como catarata, pterígio (um crescimento benigno da membrana que cobre o branco do olho) e alterações na mácula. Revisões e organizações de saúde apontam que a proteção adequada reduz a probabilidade dessas lesões, embora a magnitude da redução varie entre estudos.
“A prevenção é direta e eficaz. Escolher o óculos certo faz toda a diferença,” alerta o especialista.
Recomendações:
Procure óculos que informem proteção de 100% contra raios UVA e UVB (rotulados como UV400 ou 100% UV). A cor da lente não garante a proteção; o filtro UV sim.
Prefira armações grandes e envolventes ou modelos com proteção lateral para reduzir a entrada de luz oblíqua. Óculos estreitos deixam passar radiação pelos cantos.
Lentes polarizadas reduzem o ofuscamento por reflexos (úteis em água e estradas), mas não substituem a necessidade de filtro UV - busque ambos.
Materiais e qualidade importam: lentes de policarbonato oferecem resistência e leveza; lentes de qualidade óptica superior evitam distorções. Evite óculos sem certificação.
Combine os óculos com chapéu de aba larga e evite exposição nos horários de pico (10h às 16h). Em ambientes refletivos (praia, neve, água), redobre a proteção.
Crianças e trabalhadores expostos ao sol por longos períodos devem usar óculos apropriados e chapéus. “A fotoceratite costuma melhorar com tratamento, mas evitar a lesão é preferível, e protege a visão no futuro”, enfatiza Dr. André.
Se houver dor intensa, aumento da sensibilidade à luz, visão borrada ou qualquer alteração visual persistente após exposição solar, procure atendimento oftalmológico o quanto antes. A Sociedade Catarinense de Oftalmologia reforça: informar e adotar medidas simples de proteção podem reduzir o risco de lesões oculares no verão e preservar a visão ao longo da vida.
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