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Ministério da Saúde lança curso sobre a saúde de mães e crianças na primeira semana de vida (Fotos: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Nova formação do Ministério da Saúde busca qualificar profissionais para o cuidado de mães e bebês nos primeiros dias de vida, etapa decisiva para a saúde da família.
O Ministério da Saúde lançou um novo curso voltado à qualificação do cuidado à criança e à mulher — ou pessoa — no puerpério durante a primeira semana de vida do recém-nascido. A formação é destinada a gestores e profissionais da Atenção Primária à Saúde e tem como foco a promoção da saúde, a prevenção de agravos e o fortalecimento do cuidado integral desde os primeiros dias após o parto.
Disponibilizado na plataforma da Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (UNA-SUS), o curso parte de um princípio considerado estratégico pelas políticas públicas de saúde: o primeiro contato da família com a equipe da atenção primária deve ocorrer de forma precoce, preferencialmente ainda na primeira semana de vida do bebê.
Por que a primeira semana de vida é decisiva
Especialistas em saúde pública apontam que os primeiros dias após o nascimento concentram riscos importantes tanto para o recém-nascido quanto para a mulher no puerpério. É nesse período que podem surgir complicações relacionadas à amamentação, infecções, dificuldades no vínculo familiar e sinais iniciais de agravos que, se identificados precocemente, têm maior chance de resolução.
O curso foi estruturado para dialogar com a realidade dos serviços de saúde, valorizando a escuta qualificada, o conhecimento técnico e o trabalho articulado entre diferentes profissionais e setores. A proposta é apoiar equipes que atuam diretamente nas unidades básicas de saúde e nas visitas domiciliares.
Objetivos da formação oferecida pelo Ministério da Saúde
De acordo com o Ministério da Saúde, o objetivo central da capacitação é fortalecer o cuidado resolutivo e humanizado, com base em diretrizes nacionais e também em recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Entre os principais pontos trabalhados estão:
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promoção da saúde e prevenção de doenças na primeira infância;
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gerenciamento precoce de fatores de risco;
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qualificação do atendimento à mulher no puerpério;
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apoio à amamentação e ao cuidado familiar.
A formação busca ampliar a capacidade dos profissionais em responder às necessidades reais das famílias atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Conteúdos abordados ao longo do curso
O curso aborda, de forma sistematizada, temas essenciais para o cuidado integral na primeira semana de vida. Entre os conteúdos previstos estão:
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acolhimento e construção de vínculo com a família;
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avaliação do estado de saúde do recém-nascido e da mulher no puerpério;
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planejamento do cuidado e atuação em equipe multiprofissional;
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identificação de sinais de alerta e estratificação de risco do bebê e da família;
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importância da rede de apoio familiar;
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valorização da visita domiciliar e orientações práticas para sua realização.
Há destaque especial para o acompanhamento do recém-nascido entre o 3º e o 5º dia de vida, período considerado estratégico para a detecção precoce de problemas de saúde.
Metodologia e recursos educacionais
Para facilitar a aplicação prática dos conteúdos no cotidiano dos serviços, o curso utiliza diferentes recursos pedagógicos. Estão previstos vídeos instrutivos com especialistas, infográficos, fluxogramas, imagens explicativas e textos de apoio.
Além disso, os participantes terão acesso a indicações de leituras e vídeos complementares, voltados a situações comuns enfrentadas na atenção primária, o que contribui para uma formação mais aplicada e menos teórica.
Vagas, certificação e instituição responsável
A oferta e a certificação do curso são de responsabilidade da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com a Coordenação-Geral de Atenção à Saúde das Crianças, Adolescentes e Jovens do Ministério da Saúde.
Ao todo, serão disponibilizadas 15 mil vagas, com inscrições abertas até novembro de 2026, por meio da plataforma UNA-SUS. A iniciativa integra os esforços do governo federal para qualificar o cuidado materno-infantil e fortalecer a atenção primária como porta de entrada do SUS.
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