Dos 31 ministérios, o PT ficou com 9 e o PMDB com 7. Todos os demais - PDT, PSD, PP, PCdoB, PR, PRB e PTB - ficaram com apenas um. Oito pastas são comandas por ministros sem filiação partidária

A nova configuração ministerial, anunciada hoje (2) pela presidente Dilma Rousseff, levou em conta a influência política dos novos ministros no Congresso Nacional, para fortalecer o governo na aprovação de medidas como as do ajuste fiscal. A preocupação em deter a abertura de impeachmeant contra a presidente também pesou na hora da montagem do time. A influência do ex-presidente Lula ficou maior nesse arranjo.  

No novo desenho da equipe, o PMDB teve ampliado de seis para sete o número de pastas. São elas:

Ministério da Saúde: entra o deputado Marcelo Castro (PI), com a demissão do petista Artur Chioro

Ciência, Tecnologia e Inovação: Celso Pansera (RJ), ligado ao presidente da Câmara Eduardo Cunha; sai Aldo Rebelo (PCdoB).

Secretaria de Portos: Helder Barbalho (deixou o Ministério da Pesca e Aquicultura - que será incorporado ao da Agricultura)

Minas e Energia: continua com Eduardo Braga

Agricultura: mantida Kátia Abreu 

Turismo: permanece com Henrique Eduardo Alves

Aviação Civil: continua com Eliseu Padilha .

Na reforma, ministérios liderados pelo PT mudaram de comando. O Partido ficou com 9 pastas.

Casa Civil: sai Aloizio Mercadante e entra Jaques Wagner, atual ministro da Defesa,  

Ministério da Educação: retorna Aloizio Mercadante.

Trabalho e da Previdência (viraram um só, com a saída de Manoel Dias ( PDT), do Trabalho, e Carlos Gabas da Previdência; entra  o petista Miguel Rossetto, que deixa a Secretaria-Geral da Presidência.

Ministério da Justiça: permanece José Eduardo Cardozo

Desenvolvimento Social e Combate à Fome: Tereza Campello

Desenvolvimento Agrário:  Patrus Ananias

Cultura: permanece Juca Ferreira

Secretaria de Comunicação Social: contina com Edinho Silva

Secretaria de Governo: criada para absorver a Secretaria-Geral da Presidência, e as secretarias de Relações Institucionais e da Micro e Pequena Empresa (desalojando Guilherme Afif Domingos, do PSD) e será comandado por Ricardo Berzoini, que deixa o Ministério das Comunicações.

O PSD perdeu a Secretaria de Micro e Pequena Empresa e continua com o Ministério das Cidades, chefiado por Gilberto Kassab.

O PCdoB continua com um ministério, o da Defesa, com Aldo Rebelo, que deixou o da Ciência e Tecnologia. 

O PDT perdeu o Ministério do Trabalho e fica com o Ministério das Comunicações, sob o comando do líder do partido na Câmara, André Figueiredo.

O PTB, o PRB, o PP e o PR continuam cada um com uma pasta:

Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior: Armando Monteiro (PTB) 

Esporte: George Hilton (PRB) 

Integração Nacional: Gilberto Occhi (PP)

Transportes: Antonio Carlos Rodrigues (PR).

Sem filiação partidária
Oito pastas são comandadas por ministros sem filiação partidária: Luís Inácio Adams (Advocacia-Geral da União), Alexandre Tombini (Banco Central), Waldir Simão (Controladoria-Geral da União), Joaquim Levy (Fazenda), Nelson Barbosa (Planejamento, Orçamento e Gestão), Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Nilma Lino Gomes (Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos).

Reforma tímida

Diante da dificuldade de desalojar apoiadores e abrir ainda mais espaço para o PMDB, a presidente fez uma reforma tímida. Juntou Trabalho e Previdência; extinguiu a Secretaria de Assuntos Estratégicos, cujo ministro Mangabeira Unger já havia pedido demissão; empurrou a Pesca para a Agricultura; Juntou três secretarias mantendo seus staffs (Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos). Eliminou a Secretaria-Geral da Presidência, e as secretarias de Relações Institucionais e da Micro e Pequena Empresa, mas criou a Secretaria de Governo para absorvê-las. Por fim, o Gabinete de Segurança Institucional, cujo titular também tinha status de ministro, foi atrelado ao Gabinete Militar, diretamente ligado à Presidência da República.  

Outras medidas

A presidente Dilma Rousseff também anunciou conjunto de medidas administrativas para diminuir os gastos do governo, como a redução de 30 secretarias nacionais em todos os ministérios, a criação de um limite de gastos com telefonia, passagens aéreas e diárias, o corte de 10% na remuneração dos ministros e a revisão de todos os contratos de aluguel e de prestação de serviço.

Informou ainda que serão definidas metas de eficiência no uso de água e energia e o corte de três mil cargos em comissão. Outro anúncio foi a redução em até 20% dos gastos de custeio e de contratação de serviços terceirizados, tornando obrigatória a criação de uma central de automóveis com o intuito de reduzir e otimizar a frota que atende aos ministérios.

Salários
Dilma anunciou, ainda, a redução em 10% do salário dos ministros, além do dela própria e o do vice-presidente Michel Temer. Os vencimentos brutos passarão de R$ 30.934,70 para R$ 27.841,23.

 

 

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