Assim como em Brasília, o evento cívico militar não atraiu grande público nas capitais dos estados


Apesar da convocação para que os funcionários de ministérios e de estatais participassem do tradicional  desfile cívico-militar em comemoração ao Dia 7 de setembro, um público diminuto - se comparado com o gigantesco movimento popular de 2022 - compareceu ao evento em Brasília.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acompanhado da primeira-dama ?Janja da Silva,  chegou em carro aberto à Esplanada dos Ministérios, por volta das 8h50 . Ele realizou a revista da tropa e se deslocou com o Rolls Royce da Presidência até a tribuna montada na estrutura para o evento.

Também participaram da cerimônia na área principal. diversas  autoridades como o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e cerca de 10 ministros de Estado, além  do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin e da esposa Lu Alckmin. O ministro da Defesa, José Múcio, e os chefes das Forças Armadas - Exército, Marinha e Aeronáutica - também estiveram presentes. O presidente da Câmara dos Deputados, Arthut Lira não compareceu.  


À frente da tribuna, passaram cerca de 2 mil militares das Forças Armadas, do Corpo de Bombeiros, da pirâmide humana do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília, além de 550 estudantes de escolas públicas e de projetos sociais do Distrito Federal; diversos veículos motorizados, como os blindados da Marinha do Brasil e do Exército, motocicletas e bandas militares.

A novidade ficou por conta um boneco gigante do Zé Gotinha, símbolo das campanhas de vacinação do SUS, colocado em um dos carros do desfile, que em terra terminou com a cavalaria do Primeiro Regimento dos Dragões da Independência. Já o desfile aéreo, contou com a tradicional apresentação da Esquadrilha da Fumaça, da Força Aérea Brasileira (FAB).

Repercussão - Nas redes sociais, ganhou destaque as comparações com os eventos de 2022, não só em Brasília, como também em outras capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, e até na capital catarinense, Florianópolis. A falta de público foi atribuída à campanha pelo "Fique em Casa", promovida dias antes de 7 de setembro, de forma orgânica, pelos descontentes com o governo federal e com as Forças Armadas. Também chamou atenção a falta de entusiasmo, do público e das autoridades, em Brasília; o ar de desconforto de Lula, e o vestido vermelho de Janja, que destoou dos trajes das demais mulheres presentes na tribuna, que optaram por tons neutros ou nas cores da bandeira brasileira. O aceno de Lula e Janja para arquibancadas vazias também viralizou, assim como o cachorro quente servido aos populares, devidamente identificados com bonés patrocinados pelo Banco do Brasil.  




Fotos: Agência Brasil

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