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Deputada federal pede investigação e punição dos responsáveis por campanhas que expõem trabalhadores e comerciantes após o segundo turno. (Fotos: Banco de imagens )
Deputada pede investigação sobre publicações que expõem nomes, endereços e empresas ligadas a supostos petistas
A deputada federal Ana Paula Lima (PT-SC) acionou o Ministério Público de Santa Catarina contra listas de boicote e campanhas de perseguição a eleitores do Partido dos Trabalhadores que circularam no estado após o segundo turno. A iniciativa surge diante de publicações em redes sociais e aplicativos de mensagens que expõem nomes, endereços e estabelecimentos ligados a supostos apoiadores do PT.
Na notícia de fato apresentada ao MPSC, a parlamentar pede a abertura de inquérito civil, a identificação dos responsáveis e a adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis. O documento também solicita a preservação dos registros das postagens, a apuração de danos às pessoas atingidas e o encaminhamento do caso aos órgãos com atribuição criminal e eleitoral, conforme a situação.
De acordo com a denúncia, circulam listas com dados de comércios e profissionais em cidades como Florianópolis e Concórdia, acompanhadas de orientações para que a população deixe de comprar, contratar ou frequentar esses locais. Parte do conteúdo também incentiva a demissão de funcionários e empregadas domésticas, além da troca de prestadores de serviço por causa do voto.
A deputada afirma que trabalhadores, autônomos, pequenos comerciantes e cidadãos comuns não podem ser expostos publicamente nem sofrer prejuízo econômico por exercerem sua liberdade de pensamento e seu direito democrático ao voto. Para ela, a situação extrapola a divergência política e configura perseguição e intimidação.
Na representação, Ana Paula Lima sustenta que campanhas organizadas para expor e excluir economicamente pessoas por orientação política real ou presumida podem violar direitos fundamentais, como liberdade de consciência, pluralismo político e igualdade. O texto ressalta que a liberdade de expressão permanece preservada, mas não pode ser usada como justificativa para práticas discriminatórias ou violentas.
A parlamentar defende a apuração rigorosa dos fatos, a responsabilização dos envolvidos, caso haja irregularidades, e a adoção de medidas para impedir a continuidade dessas ações. Ela também divulgou um número de WhatsApp para receber denúncias sobre listas, ameaças ou possíveis tentativas de demissão motivadas por voto político.
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