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"É fundamental que cessem manifestações inflamadas buscando dividendos eleitorais", Gilberto Seleme. (Fotos: FIESC)
Entidade vê avanço nas conversas e alerta para o impacto das sobretaxas dos EUA sobre a indústria catarinense
A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina considera construtiva a notícia de um contato direto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente americano Donald Trump. Para a entidade, a retomada do diálogo é um sinal importante diante do cenário de tensão comercial, mas precisa ser conduzida com objetividade e sem disputas de cunho eleitoral.
O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, afirmou que é fundamental que cessem manifestações inflamadas em busca de dividendos políticos. Segundo ele, a prioridade deve ser a solução prática para um problema que afeta diretamente o setor produtivo catarinense e a relação comercial com os Estados Unidos.
Santa Catarina está entre os estados mais atingidos pelo agravamento das sobretaxas norte-americanas. Os efeitos recaem sobre a indústria, a competitividade das empresas e os postos de trabalho, especialmente em segmentos com forte presença no mercado externo.
Para a federação, a negociação comercial é o único caminho sustentável para evitar retaliações em cadeia e uma retração das exportações industriais. A entidade avalia que a insegurança nas relações comerciais pode ampliar prejuízos para empresas exportadoras e comprometer a atividade econômica no estado.
A sinalização de que equipes técnicas dos dois países voltarão a se reunir em breve foi recebida como um avanço. A FIESC defende pragmatismo, diplomacia empresarial e foco no diálogo institucional como base para qualquer solução duradoura.
A entidade informou que continuará acompanhando de perto os desdobramentos das conversas e atuando em defesa dos empregos, da competitividade e dos exportadores de Santa Catarina. O objetivo, segundo a federação, é preservar a capacidade de produção e evitar impactos maiores sobre a economia estadual.
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