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Em seu discurso de abertura, Trump afirmou que os cartéis representam uma ameaça direta à segurança regional e defendeu o uso de forças armadas no combate às organizações criminosas. (Fotos: Divulgação Casa Branca/ Washington )
No encontro, o presidente Donald Trump anunciou a inclusão das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas estrangeiras. O governo brasileiro não considera tais facções como organizações terroristas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesse sábado (7), em Miami, presidentes de 12 países latino-americanos para formalizar a criação de uma coalizão militar chamada "Escudo das Américas", voltada ao combate aos cartéis de drogas e ao crime organizado no continente.
A iniciativa foi apresentada durante uma cúpula realizada no resort Trump National Doral Miami, na cidade de Doral, região metropolitana de Miami, na Flórida.
O encontro reuniu líderes e representantes de cerca de uma dúzia de países da América Latina e Caribe, alinhados politicamente ao governo norte-americano, para discutir cooperação militar, inteligência e operações conjuntas contra organizações criminosas transnacionais.
Segundo Trump, a nova coalizão — chamada também de “Americas Counter-Cartel Coalition” — pretende replicar, no hemisfério ocidental, o modelo de alianças internacionais utilizado pelos EUA em campanhas militares contra grupos terroristas.
Discurso de Trump: defesa de ação militar contra cartéis
Em seu discurso de abertura, Trump afirmou que os cartéis representam uma ameaça direta à segurança regional e defendeu o uso de forças armadas no combate às organizações criminosas.
Entre os trechos destacados:
“A única maneira de derrotar esses inimigos é liberar o poder de nossos militares. Temos que usar nossos militares. Vocês têm que usar seus militares.”
“Essas organizações criminosas são um câncer e não queremos que ele se espalhe.”
O presidente norte-americano também criticou governos que, segundo ele, permitiram que cartéis dominassem regiões inteiras e citou o México como epicentro da violência ligada ao narcotráfico no continente.
Trump chegou a mencionar a possibilidade de utilizar armamentos de alta precisão em operações contra líderes do crime organizado.
Países presentes
Entre os países representados na cúpula estavam:
Argentina
Bolívia
Chile
Costa Rica
República Dominicana
Equador
El Salvador
Guiana
Honduras
Panamá
Paraguai
Trinidad e Tobago
Também participaram autoridades do governo norte-americano, como o secretário de Estado Marco Rubio e o secretário de Defesa Pete Hegseth.
Ausências relevantes
A reunião ocorreu sem a presença de alguns dos principais países da região, como:
Brasil
México
Colômbia
A ausência dessas nações foi interpretada por analistas como sinal de divergências políticas ou cautela diante da proposta de militarização do combate ao narcotráfico.
Contexto geopolítico
O lançamento do Escudo das Américas ocorre em meio a uma reorientação da política externa dos Estados Unidos para o hemisfério ocidental, com maior ênfase em segurança e cooperação militar. Analistas também apontam que a iniciativa busca reduzir a influência de potências externas, como a China, na América Latina.
A proposta tem gerado debate internacional: enquanto governos aliados defendem uma resposta mais dura ao narcotráfico, críticos alertam para riscos de intervenções militares e tensões diplomáticas na região.
EUA classificam PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas
O presidente Donald Trump anunciou a inclusão das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas estrangeiras. A decisão foi divulgada durante a estratégia de segurança regional apresentada na cúpula do Escudo das Américas.
Segundo a Casa Branca, a medida faz parte de um pacote de ações para ampliar o combate a cartéis de drogas e redes de crime organizado transnacional que atuam nas Américas. Ao classificar os grupos como terroristas, os Estados Unidos passam a aplicar instrumentos legais mais rígidos, como sanções financeiras, bloqueio de ativos e ampliação de operações de inteligência contra integrantes e colaboradores dessas organizações.
O governo brasileiro não considera tais facções como organizações terroristas.
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