-
Deputado Fabiano da Luz (PT) (Fotos: Divulgação)
Reajuste médio é de 4,9%, abaixo do percentual de aumento do piso nacional do magistério de 5,4% em 2026
Na base, os reajustes são menores. Professores com ensino médio terão aumento de 0,67%, enquanto os de licenciatura curta terão 1,79%. Esse percentual não cobre a inflação de 2025, que chega a 4,26%.
Já no meio da carreira estão os maiores ganhos. Professores com graduação e especialização registram aumentos progressivos a partir de 2,03% e 4,84%, respectivamente.
Nos níveis de mestrado e doutorado, os reajustes são lineares, de aproximadamente 4,9% e 4,2%.
O último aumento significativo dado aos professores foi em 2021, quando o governo colocou como mínimo para o magistério o valor de R$ 5 mil. Para isso, foi considerado o piso nacional, mais um complemento salarial.
Desde então, os reajustes dados ao piso foram absorvidos por essa PEC. A cada aumento, reduzia-se o complemento, sem impacto financeiro real para os professores. Somente a partir do último reajuste, dado em dezembro de 2025, os salários ultrapassam pela primeira vez esse valor.
Mas esses dois reajustes recentes estão longe de cobrir as perdas salariais devido à inflação, que desde outubro de 2021 são de 25,83%. Se fosse considerado esse percentual, um professor da rede estadual não poderia receber menos que R$ 6.281,5. Hoje o valor mínimo, para um professor com ensino médio (o nível mais baixo da carreira), é de R$ 5.140.
A medida provisória segue para análise em outras comissões para depois ir a Plenário para votação.
Deixe seu comentário