Entre as 100 cidades brasileiras mais violentas contra o sexo feminino, cinco são de Santa Catarina

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina, em sintonia com o Supremo Tribunal Federal e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), arregimentou apoios entre outras instituições e entidades catarinenses para promover a segunda etapa da campanha Justiça pela Paz em Casa, que promoverá uma série de eventos entre os dias 2 e 7 de agosto, na Capital. A iniciativa visa reduzir o número de casos no estado, onde, a cada 12 horas, uma mulher é vítima de violência doméstica.

A desembargadora Salete Sommariva, coordenadora estadual de execução penal e violência doméstica e familiar contra a mulher (Cepevid) considera fundamental levar à população informações relevantes sobre o tema, capazes de gerar reflexão e atitudes. Entre as 100 cidades brasileiras mais violentas contra o sexo feminino, Santa Catarina possui cinco representantes: Lages, Mafra, Criciúma, Balneário Camboriú e Chapecó.

Há previsão de que atletas das equipes do Figueirense e Ponte Preta-SP, na rodada do próximo dia 2 de agosto, entrem no gramado do estádio Orlando Scarpelli com camisas alusivas à campanha e com elas permaneçam até o encerramento da execução do hino nacional. Já no dia 3 de agosto, segunda-feira, haverá solenidade de abertura oficial, com palestras e atividades culturais no auditório do Pleno do TJ. Além de diversas outras iniciativas marcadas ao longo da semana, o encerramento da campanha acontecerá em evento público no Largo da Catedral, das 9 às 18 horas do dia 7 de agosto.

Por outro lado, a desembargadora Salete realiza também tratativas e promove interação com outros poderes e instituições em busca de melhores condições de atendimento às mulheres vítimas de violência em Santa Catarina. Ela acredita que ainda neste ano será possível implantar a Casa da Mulher Brasileira na Capital. Financiado com recursos federais, o equipamento agrupa em única sede diversos serviços de apoio e atendimento ao público feminino em situação de risco.

Somente três Estados já possuem uma unidade da Casa da Mulher. Existem também projetos para promoção na área educacional do Estado, como a inclusão de matéria sobre os direitos das mulheres na grade curricular das primeiras séries no Estado e a realização de concurso direcionado para estudantes sobre a violência doméstica e familiar. Por fim, a desembargadora e sua equipe da Cepevid promovem ainda um levantamento estadual, através de reuniões em comarcas polos, para identificar a estrutura das unidades jurisdicionais especializadas no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher em Santa Catarina. O objetivo é promover um diagnóstico para encaminhamento ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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