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Cerca de 40 dos 180 funcionários aderiram à paralisação nacional (Fotos: Calebe Moreno/Jornal Linha Popular)
Apesar disso aulas seguem normais; técnicos administrativos somam a maior parte da paralisação
Servidores do Instituto Federal Catarinense (IFC) aderiram à paralisação nacional dos servidores federais. Em Camboriú, a greve dura quatro semanas e tem 40 funcionários parados dos 180 atuantes no campus, quatro deles docentes. Entre as principais reivindicações estão o reajuste salarial, o corte orçamentário na unidade, a definição de uma data base para reajustes anuais e a instauração de uma auditoria e suspensão do pagamento da dívida pública.
Enquanto a maioria das categorias de iniciativa privada e estadual possui uma data pré-determinada para os reajustes salariais anualmente, os servidores federais precisam ano a ano negociar com o governo para que recebam o repasse dos valores referentes ao menos ao período de inflação. O Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) enviou uma proposta ao Governo Federal pedindo um reajuste de 27,3%, enquanto o governo apresentou uma contraproposta de 21,3% com o pagamento dividido em quatro anos.
"Imagina você ganhando daqui quatro anos um salário a menos", explica a representante do comando da greve local, Roberta Raquel, sobre a defasagem salarial sofrida pela categoria.
No campus de Camboriú, o IFC atende aproximadamente 1500 alunos, e segundo a professora Roberta para 2016 está previsto um corte orçamentário de 20%. Devido a isso, o IFC já cortou despesas com viagens para apresentação de trabalhos e cursos, podendo impactar inclusive no número de bolsas ofertadas a comunidade.
Ao todo são 25 estados com 244 campi com paralisação, alguns totais e outros parciais. As aulas seguem normalmente em Camboriú, mas alguns processos sofrem impacto devido ao número de técnico administrativo aderentes a paralisação. "Aqui está parada a secretaria do campus, o departamento de ensino funciona com horário reduzido e coordenação de extensão também está parada. O que faz que com o fluxo das aulas também tenham problemáticas como novas matrículas e em casos de atestado", salienta Roberta.
Por hora o governo justifica aos servidores que é preciso "apertar o cinto". Mas, os funcionários entendem que os problemas levantados são direitos que não estão sendo cumpridos pelo empregador. "Todo ano tem que discutir para lutar por um direito que é nosso, e dever deles [governo]", salienta a professora.
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