Daniel Bosi é um dos alvos da Operação Terra Prometida que cumpriu sete mandados de prisão nesta quinta-feira (22)

Texto: Jornal Metas/Gaspar

Uma operação deflagrada na manhã desta quinta-feira (22) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) levou sete pessoas à prisão temporária de cinco dias, sendo dois empresários e cinco agentes públicos. Entre os presos está o ex-prefeito de Ilhota, Daniel Bosi. Outros presos confirmados são da cidade de Camboriú, no litoral do Estado: o vereador Antônio Paulo da Silva Neto, o Piteco (PR), o ex-vereador Carlos Alexandre Martins, o Xande (SD), e os empresários Gelson e Gilson, do Grupo Laffite. A polícia teria ido à casa de Bosi no início da manhã. Ele e os demais presos foram levados para o Presídio da Canhanduba, em Itajaí. A reportagem tentou contato com pessoas ligadas ao ex-prefeito, porém, não obteve retorno.

Segundo informações, a operação "Terra Prometida" cumpriu sete mandados de prisão temporária e 25 mandados de busca e apreensão em residências, escritórios particulares e órgãos públicos em Ilhota, Camboriú, Balneário Camboriú, Bombinhas, Itapema e Tijucas. A investigação apura crimes de concussão (ato de exigir para si ou para outrem vantagem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la), corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, entre outros.

A Terra Prometida é resultado de uma investigação iniciada em 2015, com base em notícia-crime recebida pelo Gaeco de Itajaí, cujo conteúdo indicava que vereadores de Camboriú estariam recebendo vantagens indevidas para promoverem alterações no plano diretor municipal que beneficiassem, sobretudo, empresários ligados ao ramo de loteamentos imobiliários. Nesse sentido, estão sendo investigadas as condutas de aproximadamente 60 pessoas.

A ação

A operação contou com o apoio de aproximadamente 50 policiais integrantes dos Grupos Regionais dos Gaeco de Itajaí, Chapecó, Lages, Blumenau, Joinville, Criciúma e Florianópolis, além de Promotores de Justiça que integram o Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) do Ministério Público do Estado de Santa Catarina. A operação foi denominada "Terra Prometida" em razão de que parte dos pagamentos de propina oferecidos e pagos aos servidores públicos investigados era realizado por meio da entrega de lotes até então pertencentes às empresas beneficiadas pelo esquema criminoso.


Foto: Adriano Assis/Jornal Linha Popular

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