Em Meleiro, Evair Mota Polli conta como cultiva suas alfaces hidropônicas e fala sobre essa nova forma de cultivo na região

Texto: Jornal do Sul/Turvo

A hidroponia se caracteriza pelo cultivo de plantas sem tocar o solo, recebendo os nutrientes através da água. O agricultor Evair Mota Polli, do distrito de Sapiranga, em Meleiro, deixou de trabalhar no comércio há dois anos para se dedicar à produção de alface e outras hortaliças no sistema hidropônico.

A muda é plantada em uma espécie de espuma e colocada em tubos por onde passará a água. Assim, de acordo com o agricultor, toda a adubação é feita através dela. Por ser protegido com tela, em uma estufa, o ambiente passa a ser mais controlado.  

Entre os benefícios apontados por ele está o tempo de crescimento acelerado, permitindo mais produção ao longo do ano. O clico da alface hidropônica leva em torno de 28 dias no verão, e no inverno se aproxima dos 40 dias. Além da redução considerável no uso de produtos químicos, quando acontece de a planta adoecer, o tratamento é feito da forma mais natural possível, ou por meio da homeopatia. 

Ele destaca que os pés de alface são mais uniformes, além do sistema elevar as características da planta. Outra vantagem é que o cultivo é mais fácil, exigindo menos mão de obra. Em uma hora, é possível plantar 300 mudas.  

O mercado na região 

De acordo com Polli, as hortaliças hidropônicas têm melhor preço de mercado e não há muita concorrência por ser algo novo. Porém, é difícil competir com o preço da tradicional, por esta ser mais barata. Em mais de 600m², o agricultor produz mais de 10 mil mudas de alface e rúcula.  

O produto diferenciado é vendido para pequenos mercados, lanchonetes, restaurantes e para alimentação nas escolas da região. Ele ressalta que a entrada em redes maiores de supermercados é mais difícil por ainda ter poucos produtos disponíveis. 

Atualmente, os ganhos com a produção são suficientes para manter o cultivo em funcionamento. Porém, ainda não gera renda o suficiente para ser a principal atividade econômica do agricultor. Pensando nas oportunidades futuras, Polli já está se preparando para cultivar tomates ou pimentões em uma estrutura semi-hidropônica. Ou seja, a planta vai ter contato com o solo, mas continuará a receber os nutrientes pela água.

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