Presidentes de sindicatos patronais da indústria da região Oeste participaram de reunião de trabalho com a vice-presidência regional da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc). A reunião coordenada pelo vice-presidente regional da Fiesc, Waldemar Antônio Schmitz, ocorreu nessa quarta-feira (16), em Xanxerê e contou com a representatividade de dirigentes do Simovale (Osni Verona), Sindiplasc (Djalma Azevedo), Sicomai (Elizeu Gasparini), Sinduscon (Jean Carlo Baldi), Sindialimentos (Paulo Cerutti), Simmex (Fabiano Radin), Sicec (Gilmar Badalotti) e Simec (Carlos Martinelli).
De acordo com Schmitz, o encontro é importante para avaliar as atividades dos Sindicatos, bem como acompanhar as dificuldades e discutir soluções. Para o vice-presidente, a crise econômica tem atingido cada vez mais os setores e a Fiesc tem buscado auxiliar as empresas em diversos aspectos. Ainda neste momento foi avaliado o que cada sindicato vem realizando para dar suporte e estar cada vez mais próximos de seus associados.
"Estaremos ouvindo as necessidades de cada setor e acompanhando as sugestões, as quais estarei encaminhando para o nosso presidente, durante reunião em Florianópolis. Fomos cobrados de como está o panorama da crise no oeste. Qual é a situação das empresas, quais os índices de emprego e desemprego, de faturamento se baixou ou não, quais são as maiores dificuldades", frisa Waldemar Schmitz.
O vice-presidente regional apresentou dados referentes a admissões/demissões no setor industrial na região para análise da situação econômica. Conforme o apontamento, o setor moveleiro é o maior afetado, com alarmantes índices de demissões, mudança nos turnos de trabalho, bem como férias coletivas antecipadas. "Já temos muitas demissões em outros setores, mas o crucial é o moveleiro. Todo mundo está se ajustando, as demissões estão começando agora. Pela estatística apresentada, podemos constatar que as admissões no período de janeiro a agosto tiveram uma queda de 60,16% enquanto no mesmo período as demissões se mantiveram estáveis" disse.
Schmitz acrescentou que se percebe que o saldo positivo na geração de emprego, que em janeiro foi de quase 600 novas vagas em agosto foi de apenas 117 vagas, com queda de 80,47% no período. Só em setembro a analise da primeira quinzena aponta para um empate técnico. Já foram 207 demissões, sendo que e todo o mês de agosto foi registrado 255 demissões. "Os índices vem se acentuando e de fato agora que está começando a se agravar a situação, ou seja, numa estatística de janeiro até o dia 15 de setembro temos um saldo de apenas nove empregos positivos. Infelizmente é essa a situação", ponderou.
Cada presidente de sindicato teve espaço para expor suas ações, como está enfrentando a crise e quais são as reivindicações. A unanimidade de opiniões foi quanto a alta taxa tributária que recai sobre os empresários, principalmente com o anuncio do retorno da CPMF e com as perdas que teremos com redução de repasse para as instituições, redução na oferta de cursos e outros serviços para atender o trabalhador.
"Nós estamos fazendo a defesa permanente de nossos sindicatos, ajudando-os e orientando-os. Nós temos um diferencial, porque no grande oeste se concentra a agroindústria, a produção leiteira e esses setores ainda não foi afetado pela crise", finalizou.
A reunião contou com a participação dos executivos do Sesi, Senai e Instituto Euvaldo Lodi (IEL).
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