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(Fotos: Airton Fernandes / Defesa Civil SC)
População originária que habita a região da barragem de José Boiteux diz que as demandas não foram atendidas
Nesta quinta-feira, 12, representantes do governo de Santa Catarina se reuniram com a secretária de Direitos Ambientais e Territoriais Indígenas do Ministério dos Povos Indígenas, Eunice Kerexu, acompanhada da Mulher Semente da Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA), Ingrid Assis, para dialogar sobre demandas da comunidade indígena e debater a situação da operação da Barragem Norte, em José Boiteux.
A secretária Kerexu reconheceu que a reunião de hoje representou um momento histórico para todos, principalmente para a comunidade indígena, “nós estarmos aqui na Defesa Civil conversando com as secretarias do estado de Santa Catarina é um m ações concretas dentro do território indígena”.entregar ações concretas dentro do território indígena”.
Ainda, na reunião, foi evidenciado que o estado de Santa Catarina cumpriu o acordo junto à comunidade indígena durante o período de cheias, assinado em 07 de outubro, onde solicita três barcos para atendimento da comunidade, ônibus para atendimento da comunidade até a cidade, água potável, e cestas básicas. Desta forma, cumprindo o acordo, a Defesa Civil de Santa Catarina conseguirá realizar a operação da Barragem Norte.
“Essa primeira reunião é um marco, mostra que nós estamos alinhados para resolver essa questão da comunidade indígena, então eu agradeço a secretária Kerexu por nos ajudar a ajudar a população indígena e ajudar a população catarinense”, finalizou Coronel Armando, secretário de Estado da Proteção e Defesa Civil.
Indígenas de José Boiteux procuraram o deputado estadual Marcos Abreu, o Marquito (PSOL), para relatar que o governador Jorginho Mello (PL) ainda não cumpriu os acordos feitos durante as negociações para liberar o acesso à barragem. “Uma das falhas mais alarmantes é com relação à água potável. Várias pessoas estão ficando doentes por estarem bebendo água inapropriada. Mandaram ambulância sem motorista. Barcos foram dois, ambos sem motor. Estradas não foram liberadas. Cestas básicas foram insuficientes. Das dez aldeias da Terra Indígena, sete estão isoladas. Essas sete estão sem atendimento médico”, relatou o parlamentar.
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