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Metalúrgica Riosulense (Fotos: Divulgação)
A Fiesc está investindo cerca de R$ 330 milhões por meio do Movimento A Indústria pela Educação, cujo objetivo é mobilizar este setor para a causa. Na região do Alto Vale do Itajaí, a Metalúrgica Riosulense, que é signatária do Movimento, possui mais de 100 trabalhadores e jovens aprendizes em sala de aula. O atendimento é realizado por Sesi e Senai, entidades do Sistema Fiesc, e o esforço da indústria se traduz em mais produtividade e qualidade de vida para os trabalhadores.
No primeiro trimestre deste ano, a metalúrgica elevou a receita líquida em 3,5% em relação ao mesmo período do ano passado. "Além das mudanças no cenário econômico, como o reaquecimento da produção para o segmento de montadoras da linha pesada, é possível afirmar que a qualificação dos nossos colaboradores para a operação contribuiu significativamente para este resultado", afirma o diretor-presidente da Riosulense, Luís Antônio Stramosk.
Segundo a assistente de Recursos Humanos da Metalúrgica Riosulense, Aline Kammers, a indústria apoia iniciativas de educação com a oferta de infraestrutura para a realização das aulas na chamada casa-escola, instalada no grêmio recreativo da empresa. "Por meio da parceria com o Sesi, abrimos as portas para que trabalhadores de outras indústrias também concluam a formação básica", conta.
Outra iniciativa é a oferta do curso de mecânica geral, por meio do programa Aprendizagem Cidadã do Senai, para 30 jovens de 16 e 17 anos de idade, filhos de trabalhadores da Riosulense e jovens da comunidade do entorno. Pelo menos um terço dos estudantes acaba sendo contratado pela metalúrgica ao final do curso.
Josias Sima, líder de produção da metalúrgica de Rio do Sul, é exemplo do quanto esse investimento em educação pode ser benéfico para os trabalhadores. Formado em automação industrial, ele agora está concluindo a pós-graduação em engenharia de produção, mas os estudos só foram retomados em 1994, depois de anos longe dos bancos escolares. "Nunca vou esquecer o incentivo do Sesi lá no começo, se sou bem sucedido hoje posso dizer com todo o orgulho que devo muito a esta entidade", declara.
Aline explica que o plano de cargos e salários está sendo revisado para que o nível de escolaridade seja um facilitador da promoção interna. Por isso, além da conclusão do ensino básico, Josias frequentou cursos da Educação Continuada como Relacionamento interpessoal no ambiente de trabalho, Competências pessoais e sociais no mundo do trabalho, Inglês e Libras. "Fiz tantos cursos que o resultado foi a conquista de mais um degrau na escada da vida", conta Josias. A pós-graduação é, na avaliação do trabalhador, um dos passos mais importantes de sua vida. "Hoje estou com novos desafios dentro da indústria onde trabalho uma grande conquista pessoal e profissional", finaliza.
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