O prefeito de Penha, Evandro Eredes dos Navegantes (PSDB), participou na tarde de ontem 28, da cerimônia de assinatura do convênio entre a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e a Petrobrás S.A. A rubrica torna o campus da instituição, no município, o Centro de Estabilização de aves, quelônios e mamíferos marinhos de um pioneiro projeto de avaliação da interferência das atividades de produção e escoamento de petróleo e gás natural da área do pré-sal da Bacia de Santos sobre aves, quelônios e mamíferos marinhos.
"Como o campus irá passar por reformas de valor milionário, o reitor solicitou que o município analise os projetos arquitetônicos e avalize as licenças com maior agilidade. Confirmei que nossa equipe de Planejamento estará à disposição da Universidade para ser parceira nesse importante projeto que vai colocar Penha em destaque dentro do cenário nacional nas questões que envolvem a maior empresa da nação", disse o prefeito. De acordo com a Universidade, a Petrobrás investirá cerca de R$ 1 milhão no atual prédio, em Armação.
Segundo o coordenador do núcleo de Penha, aonde será implantado o Centro de Estabilização de animais marinhos (aves, tartarugas e mamíferos), Gilberto Manzoni, todos os animais - vivos ou mortos - serão resgatados e analisados por veterinários. "Com esse convênio todos os animais deverão ser resgatados por nós e também passarão por análise laboratorial para saber as causas da morte", explica. Isso porque o objetivo do convênio é justamente analisar possíveis problemas ambientais causados pela extração de petróleo.
A Instituição catarinense será responsável, ainda, pela coordenação das atividades de uma rede de instituições no litoral dos estados do Sudeste e Sul do Brasil, que fará o monitoramento, diário, de 800 km de costa brasileira entre Ubatuba, no estado de São Paulo, até Laguna, em Santa Catarina, realizando resgate, atendimento veterinário e reabilitação de aves, tartarugas, baleias e golfinhos.
Para a operacionalização da rede de atendimentos veterinários serão disponibilizados 50 carros e construídas cinco unidades de estabilização nas cidades de São Sebastião, Baixada Santista, São Francisco do Sul, Penha e Laguna; cinco unidades de reabilitação, nas cidades de Ubatuba, Guarujá, Ilha Comprida, Pontal do Paraná e Florianópolis; e três bases de apoio em Praia Grande, Ilha do Superagui e Imbituba, onde atuarão 400 profissionais.
O projeto terá duração de 21 meses e é condicionante no licenciamento ambiental, conduzido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para as atividades de produção de Petróleo no pré-sal para a Bacia de Santos.
Ele será desenvolvido com a participação de outras doze instituições: Associação R3 Animal, Instituto Argonauta, Instituto Gremar, Instituto de Pesquisas Cananeia (Ipec), Universidade da Região de Joinville (Univille), Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Projeto Baleia Franca, Projeto Biopesca, e Projeto Tamar de SC e de SP. A expectativa é de que as atividades de monitoramento de campo tenham inicio no final de agosto.
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