Programa é o segundo em funcionamento no país e também servirá para acompanhar o desempenho dos laboratórios públicos e privados

O Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon), por meio do seu Laboratório de Anatomia Patológica, implantou no mês de julho deste ano, o Programa Qualicito, que define padrões de qualidade e avalia exames citopatológicos do colo do útero realizados nos laboratórios dos municípios catarinenses.

O programa é o segundo em funcionamento no país e também servirá para acompanhar o desempenho dos laboratórios públicos e privados prestadores de serviços para o SUS, no âmbito da Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas.

A médica patologista do Cepon, Anelise Ferreira Silva, uma das responsáveis pelo programa, informa que inicialmente está sendo desenvolvido um projeto piloto. "A Secretaria de Estado da Saúde (SES) sorteia o laboratório, o qual terá 200 exames avaliados", explica Anelise, que compartilha a responsabilidade operacional do programa com o supervisor do Laboratório de Anatomia Patológica do Cepon, o bioquímico Eduardo Ribeiro.

Segundo Léa Gonçalves, membro da equipe de trabalho de implantação do Qualicito no Estado, o programa segue as orientações da Portaria nº 3.388, do Ministério da Saúde (MS). "Os exames são escolhidos aleatoriamente pelo Sistema de Informação do Câncer (Siscan). Após isso, são verificados no laboratório do Cepon, que é Tipo II, único qualificado para o serviço", informa Léa.

Quando o resultado do grupo de exames estiver pronto, os que estiverem em consonância com a avaliação do laboratório do município será liberado. "O restante, que não está de acordo, será verificado junto aos profissionais da unidade", destaca Anelise. No mês de setembro, será avaliado novo grupo de exames de outro laboratório.

Nos dias 18 e 19 de agosto, a patologista e o bioquímico do Cepon estiveram na Universidade Federal de Goiânia, onde o programa foi implantado pela primeira vez. "Lá conhecemos a estrutura planejada, o fluxo de trabalho e como funciona o projeto pleno", explica Eduardo Ribeiro.

Para a médica patologista, o Qualicito garantirá que não haja perda de casos de neoplasia. Quanto antes for diagnosticado o câncer, mais cedo o paciente será tratado com maior chance de cura.

A médio prazo, a tendência é aumentar o número de exames avaliados mensalmente. "Para isso, é necessário passar por todas as etapas de implantação do programa para que ele funcione perfeitamente e todos os laboratórios dos municípios catarinenses tenham um padrão único", conclui Anelise.

Finalidades do Qualicito

- Verificar a qualidade técnica e diagnóstica das lâminas e dos laudos citopatológicos;

- Padronizar os laudos citopatológicos;

- Coletar dados epidemiológicos referentes aos exames realizados;

- Mapear as dificuldades diagnósticas;

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