Companhia amplia preparação de equipes, estrutura bases operacionais e estabelece parcerias para reduzir impactos de chuvas intensas, alagamentos e deslizamentos sobre a rede de distribuição de gás natural em Santa Catarina

Diante da previsão de chuvas intensas em Santa Catarina no período de outubro a dezembro, associadas à influência do fenômeno climático El Niño, a SCGÁS está reforçando suas medidas preventivas para proteger a rede de distribuição de gás natural, garantir a segurança das pessoas e minimizar possíveis impactos no abastecimento. A companhia aperfeiçoou seu plano de contingência, que reúne ações de preparação operacional, mobilização de equipes, comunicação em situações de emergência e cooperação com outras instituições.

A iniciativa considera diferentes cenários de risco, como inundações, deslizamentos de terra, interrupções de rodovias e falhas no fornecimento de energia elétrica e nas comunicações. Esses fatores podem ocorrer simultaneamente, dificultando tanto o funcionamento da infraestrutura quanto o deslocamento das equipes até os locais afetados.

“O momento é de cautela e preparação. Não dá mais para nos comportarmos como se não soubéssemos que esses eventos podem acontecer novamente. Precisamos estar aptos a dar uma resposta rápida em caso de necessidade”, afirma William Anderson Lenko, engenheiro da Gerência de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da SCGÁS.

Bases operacionais preparadas para respostas rápidas

Uma das principais frentes do plano é fortalecer a capacidade de atendimento regional. Além do almoxarifado central na Grande Florianópolis, a companhia conta com quatro bases operacionais distribuídas pelas regiões Norte, Sul e Vale do Itajaí, além de um posto avançado em Lages.

Essas estruturas estão sendo equipadas com insumos, materiais e equipamentos, enquanto a companhia amplia a disponibilidade de prestadores de serviços para situações emergenciais. O objetivo é garantir maior autonomia às equipes locais, reduzindo a dependência de deslocamentos entre regiões em momentos nos quais as rodovias podem estar bloqueadas.

A estratégia é especialmente importante em Santa Catarina, onde o relevo e o histórico de ocorrências climáticas impõem desafios distintos. Na região Norte, há pontos suscetíveis a deslizamentos, como a Serra de Corupá. No Vale do Itajaí, as cheias dos rios representam um fator de atenção, enquanto, no Sul do Estado, a possibilidade de interrupção de vias pode dificultar o transporte de equipes e materiais. A Grande Florianópolis também integra o mapeamento de áreas estratégicas, por concentrar estruturas essenciais para a operação e o abastecimento logístico.

A SCGÁS também está aprimorando sua estrutura de coordenação, com uma sala de controle operacional, e adotando medidas para fortalecer a comunicação em situações de crise. Entre elas estão a preparação de recursos como rádios comunicadores, comunicação via satélite e serviços de drones, além da atualização dos contatos de emergência dos colaboradores, estagiários e profissionais de empresas contratadas.

Três pilares orientam a preparação

O plano de contingência está organizado em três pilares. O primeiro envolve pessoas e comunicação, com protocolos para mobilização das equipes, definição de contatos estratégicos e organização dos recursos necessários para atuação em cenários de emergência. A prioridade é preservar a integridade dos trabalhadores, das comunidades próximas às instalações e da população em geral.

O segundo pilar é a proteção das instalações operacionais e a continuidade do abastecimento. Para isso, a SCGÁS está reforçando seus estoques de materiais e equipamentos e ampliando a articulação com instituições como Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e prefeituras, de modo a facilitar a atuação conjunta quando necessário.

O terceiro pilar prevê a cooperação técnica entre as distribuidoras de gás natural de Santa Catarina e dos estados vizinhos, Paraná e Rio Grande do Sul. A proposta é viabilizar o apoio mútuo com equipes, veículos, equipamentos e insumos, conforme as necessidades identificadas em cada cenário de crise.

A estruturação das medidas também considera a experiência acumulada pela companhia ao longo de seus 26 anos de operação, além das lições de eventos climáticos anteriores, como os deslizamentos registrados no Vale do Itajaí em 2008 e as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024.

Prevenção envolve monitoramento e atuação integrada

Embora grande parte da rede de distribuição de gás natural seja subterrânea, a movimentação de terra pode deslocar ou romper tubulações, tornando o acesso ao local da ocorrência mais difícil quando há bloqueios nas rodovias. Alagamentos e correntezas também podem atingir estações de regulagem de pressão e danificar equipamentos.

Por esse motivo, a preparação inclui o mapeamento de riscos específicos por região e a avaliação de situações em que diferentes ocorrências podem se sobrepor, como um deslizamento acompanhado da interrupção de energia elétrica, perda de comunicação ou bloqueio de vias de acesso.

A SCGÁS já realiza simulados e treinamentos com prefeituras, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, a transportadora de gás natural TBG e outras empresas e instituições que atuam próximas à infraestrutura. A companhia também participa de iniciativas de ação coordenada da Defesa Civil e mantém atividades de prevenção voltadas à integridade da rede e à continuidade do fornecimento.

O aperfeiçoamento do plano amplia essa preparação, buscando assegurar que as equipes tenham recursos e autonomia para agir mesmo diante de dificuldades logísticas e operacionais.

População deve comunicar qualquer suspeita

Em caso de suspeita de vazamento de gás natural ou outra ocorrência relacionada à rede de distribuição, a orientação é entrar em contato imediatamente com a SCGÁS pelo telefone 0800 048 5050, que também funciona como WhatsApp. O canal opera 24 horas por dia e permite acionar as equipes responsáveis pelo atendimento de emergências.

A companhia reforça que a prevenção e a resposta a eventos climáticos extremos dependem da preparação operacional, da articulação entre instituições e da comunicação rápida de possíveis ocorrências. O objetivo é reduzir riscos às pessoas, proteger a infraestrutura e preservar a continuidade do abastecimento de gás natural em Santa Catarina.

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