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Dois dos principais fóruns ambientais do mundo acontecem quase em sequência neste fim de ano. (Fotos: Banco de imagens )
As duas conferências da ONU acontecem em sequência, mas têm objetivos, ritmos e pautas distintos
A Conferência das Partes, conhecida pela sigla COP, é o órgão máximo de decisão de uma convenção internacional. Reúne os países que ratificaram cada tratado para avaliar a implementação das regras, aprovar novas metas e definir os próximos passos das negociações.
Cada convenção tem sua própria COP, com numeração independente. Por isso, no mesmo ano, acontecem encontros diferentes, como a COP31 do Clima e a COP17 da Biodiversidade, apesar da sigla parecida e da origem comum na Rio-92.
A COP do Clima nasceu da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, criada na Eco-92. A primeira reunião oficial ocorreu em 1995, em Berlim, e desde então o encontro acontece todos os anos, em rodízio entre regiões do mundo.
Entre os marcos mais importantes estão o Protocolo de Kyoto, em 1997, o Acordo de Paris, em 2015, e a COP30, realizada em Belém, que reforçou a fase de implementação dos compromissos climáticos. A agenda envolve financiamento climático, adaptação e transição para uma economia de baixo carbono.
O setor produtivo acompanha de perto essas discussões porque elas influenciam competitividade, energia, inovação e descarbonização. A CNI participa das negociações climáticas desde 2009 e, como organização observadora, passou a ter acesso mais amplo aos espaços oficiais da conferência.
Na COP30, em Belém, a entidade manteve presença na Zona Azul com estande próprio, promovendo debates, painéis, estudos e networking. A expectativa é que a COP31 avance na consolidação dos compromissos assumidos anteriormente, com um modelo inédito de presidência compartilhada entre Turquia e Austrália.
A COP dedicada à biodiversidade ocorre a cada dois anos e tem foco na conservação dos ecossistemas, na proteção de espécies ameaçadas e no uso sustentável dos recursos naturais. A convenção tem três objetivos centrais: conservar a diversidade biológica, promover o uso sustentável de seus componentes e garantir a repartição justa dos benefícios derivados dos recursos genéticos.
O principal marco atual é o Marco Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal, adotado na COP15, com 23 metas até 2030 e visão até 2050. Entre as metas mais conhecidas estão a proteção de 30% das áreas terrestres e marinhas e a restauração de 30% dos ecossistemas degradados.
A COP17, presidida pela Armênia, fará a primeira revisão global dos avanços do Marco de Kunming-Montreal com base nos relatórios apresentados pelos países. O encontro também deve discutir financiamento para biodiversidade, repartição de benefícios ligados à informação de sequência digital de recursos genéticos e a participação de povos indígenas e comunidades locais.
Para a CNI, a conferência é estratégica para transformar a implementação do marco em políticas, projetos e mecanismos de financiamento capazes de gerar resultados concretos para a conservação da natureza e o desenvolvimento sustentável.
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