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Falta de tempo para descanso é a principal dificuldade apontada por 51% dos entrevistados que trabalham ou já trabalharam nesse regime. (Fotos: Banco de imagens )
Pesquisa aponta percepção de melhora na qualidade de vida e revela os principais problemas enfrentados por quem trabalha nessa rotina
A aprovação da PEC 221/2019 pelo Senado Federal abriu caminho para o fim da escala 6x1, modelo em que o trabalhador atua por seis dias e descansa um. A proposta prevê a substituição pelo regime 5x2, com dois dias de folga remunerada por semana, além da redução gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial.
O tema ganhou ainda mais atenção porque a mudança é vista como uma resposta a uma rotina considerada desgastante por quem vive esse modelo. A discussão agora se volta para os efeitos práticos da medida na vida dos trabalhadores e na organização das empresas.
Um levantamento da fintech meutudo, realizado em março de 2026 com mais de 6 mil participantes, indica forte apoio à extinção da escala 6x1. Segundo a pesquisa, 92% de quem trabalha ou já trabalhou nesse regime acredita que o fim do modelo melhoraria a qualidade de vida.
Entre os entrevistados, 83% disseram esperar uma melhora significativa, enquanto 9% apontaram que o impacto seria positivo, ainda que menor. Os números mostram que a mudança é associada principalmente a mais descanso e a uma rotina menos pesada.
Entre as pessoas com experiência na escala 6x1, a falta de tempo para descansar aparece como o maior problema, citada por 51% dos participantes. Em seguida, surgem a dificuldade de conciliar trabalho e vida pessoal e o cansaço físico ou mental, ambos com 22% das respostas.
Outros 6% mencionaram a falta de flexibilidade na rotina como uma dificuldade importante. Os dados reforçam a percepção de que a jornada atual afeta não apenas o tempo livre, mas também o bem-estar e a organização da vida fora do trabalho.
Se avançar no Congresso, a proposta deve alterar de forma relevante a estrutura da jornada semanal no país. Além de ampliar o período de descanso, a medida busca reduzir a pressão sobre trabalhadores que hoje enfrentam longas semanas com poucas pausas.
Na prática, a transição para uma carga de 40 horas semanais pode representar mais equilíbrio entre produtividade e qualidade de vida. A expectativa é de que o debate siga em alta enquanto os impactos da nova regra forem avaliados por diferentes setores da economia.
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