A Faesc defende mais acordos, diversificação de mercados e atuação estratégica para ampliar a presença do agronegócio no comércio global

O Brasil já ocupa posição de destaque entre os principais fornecedores mundiais de alimentos, impulsionado por eficiência produtiva, tecnologia e capacidade empresarial. No entanto, o desafio agora vai além de produzir em grande escala: é transformar essa força em influência comercial consistente no mercado internacional.

Para o vice-presidente da Faesc, Clemerson Argenton Pedrozo, essa etapa exige uma estratégia mais robusta de inserção global, capaz de acompanhar a dimensão do agro brasileiro e sustentar o crescimento do setor fora do país.

A avaliação é de que o país precisa avançar na abertura e na preservação de mercados já conquistados, além de diversificar parceiros comerciais. A construção de acordos internacionais também aparece como peça central para reduzir barreiras e ampliar oportunidades para o agronegócio.

Em um ambiente global cada vez mais competitivo, ter acesso a novos destinos e proteger espaços estratégicos pode fazer diferença direta no desempenho das exportações brasileiras. A ampliação das relações comerciais é vista como caminho para dar mais estabilidade ao setor.

O contexto externo torna essa agenda ainda mais urgente. Disputas comerciais, conflitos geopolíticos e pressão sobre custos estão redesenhando as relações entre países e exigindo respostas mais rápidas de quem exporta.

Nesse cenário, política externa e competitividade deixam de ser temas separados e passam a fazer parte da mesma equação. Para manter e ampliar sua relevância internacional, o Brasil precisa alinhar diplomacia, negociação e estratégia comercial ao potencial que já demonstra na produção de alimentos.

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