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Preservados em uma caixa de ferro, esses itens revelam parte da história da cidade. (Fotos: Divulgação/Prefeitura de Jaraguá do Sul)
A mostra no Museu Histórico Emilio da Silva reúne objetos recuperados após décadas enterrados e revela marcas deixadas pela umidade
O Museu Histórico Emílio da Silva, em Jaraguá do Sul, abriu uma exposição com objetos retirados de uma cápsula do tempo que permaneceu enterrada por 50 anos. A abertura da mostra ocorreu nesta quarta-feira (16), às 14h, e apresenta ao público parte do material recuperado pela equipe após a abertura da estrutura, em junho deste ano.
A iniciativa permite conhecer itens que ajudam a contar a história do município e mostram como o projeto, criado em 1976, já tinha a intenção de preservar registros para as futuras gerações. A visitação ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30 e das 13h às 16h30, e aos sábados, das 9h às 12h.
Entre os objetos identificados estão um mini chapéu de nylon azul, uma caneta, pedaços de espuma, sacolas de empresas, jornais, fragmentos de metais, um chaveiro do centenário e brasões de Jaraguá do Sul em tecido. O conjunto também inclui fita de algodão com a imagem do centenário, moedas, pano com bordado, botões e tecidos estampados.
Outro destaque é um disco de vinil com o Hino de Jaraguá do Sul, além de uma régua e outros materiais depositados na cápsula em 1976. Nem tudo resistiu ao tempo: parte do conteúdo foi danificada pela entrada de água e pela umidade ao longo dos anos.
Antes de manusear os itens, a equipe técnica da Prefeitura de Jaraguá do Sul adotou medidas de proteção por causa da possibilidade de microrganismos no interior da caixa. Os profissionais utilizaram equipamentos de segurança e controlaram as condições ambientais durante todo o processo.
Após a abertura, foi feito um inventário dos objetos e uma avaliação do estado de conservação de cada material. Em seguida, os técnicos realizaram procedimentos para estabilizar os itens mais sensíveis e aproveitaram o período até a exposição para tratar, pesquisar e preparar o conjunto recuperado.
A exposição vai além da apresentação das peças encontradas. O público também pode observar os efeitos da passagem das décadas sobre os materiais e entender como a ação do tempo alterou parte do acervo.
A mostra reforça o valor histórico da cápsula do tempo como registro da memória de Jaraguá do Sul. O museu ainda oferece visitas monitoradas para grupos e escolas municipais, estaduais e particulares, com agendamento pelo e-mail [email protected].
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