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Os pilares da nova ponte já foram projetados de forma alinhada para permitir a navegação no rio, preservando uma condição importante para o aproveitamento hidroviário da região. (Fotos: Comunicação FACISC)
A entidade levou o pleito ao COFEM, que deve encaminhar o pedido à ANTT
A FACISC levou ao Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (COFEM) a defesa da manutenção da navegabilidade do Rio Itajaí-Açu no projeto da Super Ponte entre Itajaí e Navegantes. A entidade argumenta que a obra deve preservar uma possibilidade logística relevante para o futuro do Estado e para a integração dos modais de transporte.
Protocolado pela Arteris junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o projeto executivo da Super Ponte prevê a estrutura sobre o rio e vias laterais na BR-101. Segundo a entidade, os pilares da ponte já foram alinhados de forma a permitir a navegação, mantendo aberta uma alternativa estratégica para o aproveitamento hidroviário da região.
Para o presidente da FACISC, Elson Otto, a decisão sobre o projeto precisa considerar não apenas a demanda imediata, mas também os efeitos nas próximas décadas. A entidade vê risco em alterações futuras que possam eliminar a condição de navegabilidade, reduzindo opções logísticas para Santa Catarina.
O pleito também leva em conta um projeto de 2015 que prevê o uso do canal como via hidroviária. Na avaliação do setor produtivo, preservar essa possibilidade significa ampliar alternativas para o escoamento de cargas e fortalecer a competitividade regional em um cenário de crescente necessidade de integração entre rodovias e hidrovias.
A proposta apresentada pela FACISC recebeu apoio das instituições presentes no COFEM. Como encaminhamento, o conselho enviará um ofício à ANTT para reforçar a importância de manter a navegabilidade nas decisões relacionadas ao projeto da Super Ponte e à nova concessão.
Além da pauta logística, a reunião também abordou a crise enfrentada pelo agronegócio brasileiro, com aumento do endividamento e do número de empresas em recuperação judicial, e o avanço da inadimplência no país, que já atinge 73 milhões de brasileiros segundo dados de agosto da CNDL e do SPC Brasil.
O encontro ainda tratou de investimentos em infraestrutura estadual e reforçou o papel do COFEM na construção de uma agenda conjunta do setor produtivo catarinense, voltada à competitividade e ao desenvolvimento econômico de Santa Catarina.
O COFEM reúne as federações empresariais de Santa Catarina, entre elas FIESC, Fecomércio, FAESC, Fetrancesc, FACISC, FCDL, Fampesc e Sebrae-SC. A articulação entre essas entidades busca integrar posições do setor produtivo em temas estratégicos para o Estado.
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