O material reúne orientações para reconhecer fraudes, evitar prejuízos e agir rápido após cair em um golpe

Os golpes digitais e financeiros continuam avançando no Brasil e atingem consumidores de diferentes idades, perfis e níveis de acesso à tecnologia. Dados da Serasa Experian mostram que o país registrou mais de 10,8 milhões de tentativas de fraude entre janeiro e setembro de 2025, alta de 28,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O aumento reforça a importância de ampliar o acesso à informação e orientar a população sobre prevenção, segurança e os caminhos legais disponíveis quando já houve prejuízo. Nesse contexto, iniciativas educativas ganham espaço como ferramenta de proteção ao consumidor.

Com esse objetivo, a advogada Dra. Jamily Borba de Alcântara, com atuação em direito bancário e saúde, criou a Cartilha Antigolpes, um material gratuito voltado à educação e à proteção do consumidor. A publicação apresenta explicações objetivas sobre as principais fraudes em circulação no país e mostra como identificar riscos antes que eles se transformem em perda financeira.

O conteúdo também orienta sobre como agir corretamente quando a pessoa já foi vítima, destacando medidas imediatas para preservar provas e buscar apoio adequado. Segundo a advogada, a informação funciona como uma primeira camada de proteção e ajuda o consumidor a reagir com mais calma diante de abordagens suspeitas.

A cartilha aborda fraude em boleto, clonagem de WhatsApp, golpe do Pix por engano, phishing e links falsos, falso suporte bancário, clonagem de cartão e golpe do falso advogado. Em cada capítulo, o material explica como a fraude acontece, quais sinais merecem atenção e quais cuidados reduzem o risco de cair em armadilhas digitais.

Jamily destaca que os criminosos têm adotado estratégias cada vez mais sofisticadas, muitas vezes se passando por bancos, empresas conhecidas, escritórios de advocacia ou até familiares. A criação de urgência é um dos principais recursos usados para pressionar a vítima a pagar, clicar, transferir valores ou informar códigos rapidamente.

Além das orientações preventivas, a cartilha traz um protocolo de emergência para quem já sofreu a fraude. Entre as recomendações estão reunir mensagens, prints e comprovantes de pagamento, comunicar imediatamente o banco ou a instituição financeira envolvida, registrar boletim de ocorrência e buscar orientação jurídica qualificada.

A advogada explica que cada caso precisa ser analisado individualmente, especialmente quando há prejuízo financeiro, negativa de ressarcimento ou indícios de falha na prestação de serviço. O objetivo é mostrar que a vítima não deve se sentir sozinha e que agir rápido aumenta as chances de identificar os caminhos possíveis.

O material também chama atenção para o golpe do falso advogado, prática que vem crescendo com o uso indevido de nomes reais de profissionais e informações retiradas de processos públicos. Nesses casos, criminosos entram em contato alegando liberação de valores, acordos ou indenizações e pedem depósitos para liberar quantias prometidas.

A orientação é confirmar todas as informações pelos canais oficiais do escritório, verificar o nome do profissional no site da OAB e nunca fazer pagamentos com base em mensagens enviadas por contatos desconhecidos. A cartilha tem caráter educativo e preventivo e serve como ponto de partida para reconhecer situações de risco com mais segurança, e pode ser encontrada em: conteudo.borbadealcantara.adv.br.

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