Entidade levou ao governo federal a necessidade de projeções climáticas territorializadas e melhorias nos sistemas de resposta a desastres

A Confederação Nacional de Municípios participou, na quarta-feira, 26 de agosto, da 5ª Reunião Ordinária da Secretaria Técnica do Conselho da Federação. O encontro discutiu a instalação da Sala de Situação Federativa para Gestão das Emergências Climáticas, com foco inicial nos possíveis impactos do El Niño 2026/2027. A entidade foi representada por especialistas das áreas de sustentabilidade, meio ambiente e defesa civil.

Durante a reunião, a CNM reforçou que o debate sobre eventos climáticos extremos precisa considerar, além da prevenção a desastres, os efeitos diretos sobre os serviços públicos locais. Entre os pontos destacados, esteve o risco de aumento da demanda por atendimento na saúde em períodos de ondas de calor, o que pode gerar sobrecarga nas redes municipais.

A gerente de Sustentabilidade e Resiliência da CNM, Claudia Lins, defendeu que as projeções sobre o El Niño não sejam divulgadas apenas em nível nacional ou regional. Segundo ela, prefeitos, servidores e a população precisam de informações territorializadas para entender melhor os cenários previstos e se preparar com antecedência.

Para a confederação, ampliar o detalhamento das informações pode melhorar o planejamento municipal e orientar medidas de prevenção, preparação e resposta diante de situações de risco. A entidade avalia que a oferta de dados mais precisos fortalece a tomada de decisão e ajuda a reduzir impactos sobre a rotina das cidades.

Na área de Defesa Civil, a analista Ingrid Lima chamou atenção para o histórico de uso do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, o S2iD, e para os desafios enfrentados pelos municípios no preenchimento das informações. A questão, segundo a discussão, afeta a capacidade das gestões locais de registrar ocorrências de forma adequada e acessar os mecanismos de resposta e apoio.

A reunião reforçou a necessidade de aprimorar os processos e garantir condições mais favoráveis para que os gestores municipais consigam alimentar o sistema corretamente. Para a CNM, melhorar essa estrutura é essencial para fortalecer a atuação das cidades diante de emergências climáticas e outros eventos extremos.

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