Formação reúne mais de 450 participantes e orienta municípios sobre resposta social a emergências

A Federação de Municípios de Santa Catarina (FECAM), por meio do Colegiado Estadual de Assistência Social, promove na segunda-feira (24) e terça-feira (25) uma formação voltada a gestores e trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). A atividade, realizada em parceria com o Coegemas e com participação das 21 Associações de Municípios, reúne mais de 450 participantes e busca qualificar a resposta da assistência social diante de emergências e desastres.

O encontro ocorre das 9h às 11h30 nos dois dias e tem como foco o fortalecimento da capacidade de atuação dos profissionais, especialmente na articulação com outras áreas, como a Defesa Civil. A proposta é ampliar o preparo dos municípios catarinenses para lidar com situações de calamidade pública de forma mais organizada e integrada.

Entre os conteúdos apresentados estão a atuação do SUAS em situações de calamidade, as orientações para uso do ForSUAS, o Cadastro Nacional de Apoiadores e o trabalho social com famílias, incluindo acolhida e escuta. Também entram na pauta a gestão de doações em contextos de emergência, a organização de abrigos provisórios e os recursos da assistência social destinados a essas ocorrências.

A formação busca oferecer orientações práticas para o trabalho cotidiano das equipes municipais, considerando tanto a resposta imediata quanto o acompanhamento posterior das famílias afetadas. O objetivo é apoiar a construção de fluxos mais eficientes para atendimento, encaminhamento e proteção social durante crises.

O evento também reforça uma mudança importante na forma de atuação da assistência social diante dos desastres. Tradicionalmente, o SUAS concentrou esforços na gestão do desastre depois que os eventos já haviam ocorrido, mas o agravamento das vulnerabilidades sociais tem evidenciado a necessidade de uma atuação preventiva, articulada à pré-emergência e à gestão de riscos.

Para Janice Merigo, supervisora em Assistência Social da FECAM, a resposta às calamidades exige integração entre a assistência social e outras políticas públicas, sobretudo na gestão dos abrigos temporários. Ela destaca que o trabalho social com as famílias precisa ser qualificado desde a acolhida até o atendimento diário e que o acompanhamento deve continuar mesmo após o fim da emergência.

A assistência social tem papel central na identificação e no atendimento das populações mais vulneráveis, contribuindo para reduzir impactos sociais e garantir a proteção de direitos antes, durante e depois das situações de calamidade. Para isso, o SUAS conta com responsabilidades compartilhadas entre União, estados, Distrito Federal e municípios.

As atribuições dos entes federativos estão previstas na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), especialmente nos artigos 13, 14 e 15, que tratam das competências relacionadas à execução da Política Nacional de Assistência Social (PNAS). A gestão de riscos e a gestão de desastres, nesse contexto, dependem de atuação integrada entre diferentes níveis de governo e políticas públicas.

Por meio de suas equipes técnicas, a FECAM, o Colegiado Estadual de Assistência Social e as Associações de Municípios reafirmam o compromisso de apoiar os municípios catarinenses na preparação e na resposta a situações de emergência e calamidade. A ação também busca disseminar orientações nacionais e estaduais para fortalecer o SUAS em todo o estado.

Ao reunir gestores e trabalhadores da rede socioassistencial, a formação contribui para ampliar o alinhamento entre os municípios e aprimorar o atendimento à população em momentos de maior vulnerabilidade. A iniciativa fortalece a rede de proteção social e o planejamento das respostas diante de desastres.

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