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Especialista Thays Tumelero destaca que a conformidade legal transmite confiança e facilita o crescimento de startups (Fotos: Fabiano Augusto)
Santa Catarina possui seis polos de tecnologia e inovação com startups que atraem investimentos e promovem o desenvolvimento socioeconômico do Estado
O Startup Summit coloca as empresas de tecnologia do polo catarinense na vitrine. Mas a atração de investidores e o crescimento das startups só acontece com uma série de conformidades legais, e a proteção de dados e a segurança da informação são indispensáveis nesse processo. Para melhor preparar o ecossistema, o evento contará com um painel na sexta-feira (28/8), às 15h30, com o tema “Bastidores da Escala: governança e preparação financeira para crescer”.
O painel irá tratar de dois pontos: a importância de um modelo financeiro organizado e como estruturá-lo, em diálogo conduzido por Felipe Vasconcelos, conselheiro fiscal certificado pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), e como os aspectos de governança relacionados à proteção de dados, LGPD, segurança da informação (privacy by design) e governança de Inteligência Artificial são decisivos para a escalabilidade de uma startup. O tema será abordado por Thays Tumelero, advogada especialista em tecnologia, negócios digitais, e em privacidade e proteção de dados no Mosimann-Horn, que também presta mentoria para startups.
Santa Catarina possui seis polos de tecnologia e inovação com startups que atraem investimentos e promovem o desenvolvimento socioeconômico do Estado: Grande Florianópolis, Joinville (Região Norte), Blumenau (Vale do Itajaí), Chapecó e região (Oeste), Criciúma (Sul) e Lages (Serra). Com participação de 7,75% do Produto Interno Bruto (PIB) catarinense e empregando mais de 100 mil profissionais, o setor tem atraído investidores, especialmente externos.
“Mas o investidor olha para a estrutura e capacidade de escala. Normalmente uma startup cresce rapidamente e utiliza diversas plataformas de tecnologia e de sistemas, com equipes ainda pequenas. Essa velocidade pode criar um ambiente em que os controles de segurança ficam atrás do crescimento do negócio”, explica Thays.
Nesse contexto, segundo a especialista, a conformidade passa a ser um ativo empresarial aos olhos do investidor. “Uma empresa bem estruturada em segurança da informação demonstra maturidade organizacional e gestão de prevenção a riscos. Transmite mais confiança e facilita a sua participação em rodadas de investimentos”, considera. O painel acontecerá no estande da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE).
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