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Experiência catarinense foi apresentada em debate nacional promovido pela ANEEL sobre a resiliência do setor elétrico diante do Super El Niño. (Fotos: Divulgação)
Empresa detalhou em Brasília ações para aumentar a resiliência da rede elétrica em Santa Catarina
A experiência de Santa Catarina no enfrentamento de eventos climáticos extremos e os investimentos realizados para tornar a rede elétrica mais resiliente foram destaque em um debate nacional promovido recentemente pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), em Brasília.
Durante o evento “Super El Niño e a Resiliência do Setor Elétrico Brasileiro”, a Celesc apresentou estratégias adotadas para reduzir os impactos de temporais, vendavais e outros fenômenos severos sobre o fornecimento de energia no Estado.
A assistente de Performance e Resultados da Celesc, Silvia Hafner Pozzobom, representou a companhia no painel “Os Planos de Contingência das Distribuidoras para Convivência com o Super El Niño”.
Na apresentação, ela destacou a experiência acumulada por Santa Catarina diante de eventos como o furacão Catarina, as enchentes de 2008 e o ciclone bomba de 2020.
Segundo Silvia, a sucessão de ocorrências severas ao longo dos anos contribuiu para aprimorar a preparação da companhia. “Uma bagagem muito grande para a Celesc no enfrentamento deste tipo de evento climático.”
Prevenção e preparação ajudam a reduzir impactos
Embora eventos climáticos extremos não possam ser evitados, seus efeitos sobre a população e os serviços essenciais podem ser reduzidos por meio de planejamento, investimentos e preparação.
Com base nas experiências acumuladas, a Celesc vem adotando medidas de prevenção, reforçando a infraestrutura e ampliando a capacidade de resposta operacional.
Um dos destaques é a distribuição da estrutura de atendimento pelo território catarinense. Atualmente, a companhia conta com 139 bases operacionais em diferentes regiões do Estado, o que permite aumentar a velocidade de resposta em situações de emergência.
“Atualmente, a Celesc tem 139 bases operacionais pelo Estado, o que possibilita uma resposta mais rápida em casos de desastres naturais, amplia a capilaridade e garante maior presença da empresa no interior de Santa Catarina”, explicou Silvia.
Outro fator considerado estratégico é a atuação integrada com órgãos públicos envolvidos na resposta a eventos climáticos. A Celesc participa do Grupo de Resposta e Ações Coordenadas (GRAC), coordenado pela Defesa Civil de Santa Catarina. A estrutura permite a articulação entre diferentes instituições desde as etapas de previsão e preparação para eventos severos até a resposta às ocorrências.
Cada evento contribui para aprimorar os protocolos
A companhia também destaca o aprendizado adquirido a partir de cada ocorrência. A avaliação dos eventos anteriores permite revisar procedimentos e aperfeiçoar protocolos de prevenção, preparação e atendimento.
Com duas décadas de atuação na empresa, Silvia ressalta que não há dois eventos climáticos exatamente iguais e que cada ocorrência traz novos desafios.
“A questão do aprendizado é algo constante dentro da Celesc. Cada evento traz um aprendizado importante. Em todos os eventos de que participei ao longo dos meus 20 anos de empresa, posso dizer que eles são muito diferentes entre si e cada um traz algo novo a ser incorporado na proteção, prevenção e preparação diante das condições climáticas adversas.”
Rede elétrica recebe investimentos para enfrentar eventos severos
Nos últimos anos, a Celesc também tem reforçado a infraestrutura, incorporado novas tecnologias e modernizado a rede elétrica para aumentar a capacidade de resistência e recuperação diante de eventos extremos.
A empresa mantém um Plano de Contingência permanente, utilizado para organizar equipes, equipamentos, recursos e procedimentos em situações que possam comprometer o fornecimento de energia.
Entre as principais medidas estão:
Expansão da rede protegida: ampliação do uso de estruturas mais resistentes ao contato com vegetação e outros objetos que podem atingir a rede durante temporais e vendavais.
Maior redundância da rede: investimentos que criam alternativas de alimentação do sistema. Quando determinado trecho é afetado, é possível, em algumas situações, transferir cargas para outros circuitos e reduzir a quantidade de consumidores impactados enquanto o reparo é realizado.
Automação e sistemas inteligentes: instalação de equipamentos, como religadores mono e trifásicos e medidores inteligentes, que aumentam a capacidade de identificar ocorrências, operar a rede remotamente e acelerar o restabelecimento do serviço.
Estrutura operacional e comunicação: reforço da frota de veículos preparados para atuar na rede, uso de comunicação via satélite pelas equipes de plantão e emprego de drones para localizar falhas, principalmente em áreas de difícil acesso.
Preparação busca reduzir tempo de interrupção
O conjunto de investimentos e estratégias adotados pela Celesc tem como objetivo diminuir os impactos dos eventos climáticos sobre o sistema elétrico e, quando ocorrerem interrupções, permitir que as equipes atuem com maior rapidez e segurança.
Para Santa Catarina, Estado frequentemente atingido por temporais, vendavais, ciclones e outros fenômenos severos, a experiência acumulada e o planejamento permanente se tornaram elementos importantes para aumentar a resiliência da rede e garantir uma resposta mais eficiente à população.
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