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Mobilidade Urbana e demais áreas estratégicas, fortalecendo a prevenção, a preparação e a resposta. (Fotos: Agência CNM de Notícias)
Entidade aponta necessidade de reforço técnico e financeiro para ampliar prevenção e resposta a eventos climáticos extremos
Diante do aumento da ocorrência de eventos climáticos extremos e dos possíveis impactos associados ao El Niño, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) reforça a necessidade de os gestores municipais ampliarem a integração entre os órgãos de Proteção e Defesa Civil, Mobilidade Urbana e outras áreas estratégicas da administração pública.
Para a entidade, o fortalecimento da prevenção, da preparação e da resposta a situações de emergência depende de investimentos em tecnologia, estrutura e integração entre os diferentes setores responsáveis pelo monitoramento e pela gestão de riscos.
A CNM defende que os Municípios tenham acesso a apoio técnico e financeiro para implantar e ampliar estruturas de monitoramento, incluindo centrais de operações capazes de transformar dados em informações para a tomada de decisões e a coordenação de ações durante situações de emergência.
Nos Municípios que já contam com esse tipo de infraestrutura, a orientação é ampliar a integração entre as diferentes áreas da administração. A estratégia, segundo a entidade, pode otimizar recursos públicos, melhorar a capacidade de resposta diante de eventos climáticos e fortalecer as ações de prevenção.
A necessidade de ampliar a capacidade de monitoramento também aparece em dados da pesquisa TIC Governo Eletrônico 2025, que contou com o apoio da CNM e avaliou a incorporação de tecnologias de informação e comunicação nas administrações públicas brasileiras.
De acordo com o levantamento, 66% dos Municípios possuem centrais de operações em funcionamento para monitorar situações relacionadas a emergências ou desastres. Entre os Municípios com até 10 mil habitantes, porém, o percentual cai para 61%.
O levantamento também analisou as áreas monitoradas pelos centros de operações municipais. Entre as prefeituras que possuem esse tipo de estrutura, a segurança pública aparece como a área com maior presença nos sistemas de monitoramento.
Já o acompanhamento do transporte público apresenta o menor percentual, com 44% das centrais. O monitoramento relacionado à proteção de estruturas do patrimônio público aparece em 78% dos centros pesquisados.
Apesar da existência dessas estruturas em parte das cidades, os dados gerais mostram que apenas 33% das prefeituras possuem centros de operações destinados ao monitoramento de situações como trânsito, segurança ou emergência.
A diferença também é significativa quando considerados o porte e a localização dos Municípios. Entre as cidades que possuem centros de operações, 88% são capitais, enquanto o índice entre Municípios do interior é de 33%.
O tamanho da população também influencia a presença dessas estruturas. Entre os Municípios com mais de 100 mil habitantes, 86% possuem centros de operações. Nas cidades com população superior a 500 mil habitantes, o percentual chega a 94%. Na outra ponta, entre os Municípios com até 10 mil habitantes, 78% declararam não possuir centros de operações.
Os dados evidenciam, segundo a CNM, uma diferença na capacidade de monitoramento entre Municípios de diferentes portes. Para a entidade, o fortalecimento da estrutura municipal de proteção e Defesa Civil exige uma atuação articulada entre os diferentes níveis de governo.
A urgência de ampliar essa estrutura também foi abordada em estudo da CNM sobre a situação das Defesas Civis municipais. A entidade defende que União e Estados ofereçam apoio técnico e financeiro contínuo aos Municípios para fortalecer a gestão de riscos e desastres.
A avaliação é de que o investimento em monitoramento e integração entre setores pode contribuir para antecipar riscos, agilizar a comunicação e coordenar as ações de resposta quando ocorrerem eventos extremos.
Com a perspectiva de maior instabilidade climática, a CNM reforça que a preparação dos Municípios deve envolver não apenas as estruturas de Defesa Civil, mas também áreas como mobilidade, segurança, infraestrutura, saúde e gestão urbana.
A integração dessas informações permite que os gestores tenham uma visão mais ampla dos riscos e possam tomar decisões com maior rapidez diante de situações que ameacem a população e a infraestrutura dos Municípios.
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