CNM destaca exemplos de cidades brasileiras que transformaram tradições em oportunidades de desenvolvimento

Celebrado em 17 de agosto, o Dia do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural Brasileiro chama atenção para a importância de preservar e reconhecer os bens que ajudam a contar a história das cidades. A data homenageia o nascimento de Rodrigo Melo Franco de Andrade, primeiro presidente do Iphan, e serve como oportunidade para destacar o papel dos gestores locais na proteção do patrimônio material e imaterial.

Para a Confederação Nacional de Municípios (CNM), esse trabalho vai além da memória. Quando bem conduzido, o reconhecimento de tradições, manifestações culturais e referências históricas fortalece a identidade local, amplia o sentimento de pertencimento e cria novas possibilidades de desenvolvimento para as comunidades.

Boas práticas mostram resultados em diferentes regiões do país
A CNM cita experiências municipais que mostram como a patrimonialização pode gerar efeitos concretos. Em Santa Catarina, Jaraguá do Sul e Agrolândia desenvolvem parcerias e intercâmbios técnicos e institucionais para trocar experiências e otimizar recursos voltados à preservação cultural.

Em Belo Horizonte, o reconhecimento do Samba de Belo Horizonte como Patrimônio Cultural Imaterial valoriza a musicalidade e o gingado que marcam a identidade da capital mineira. Já em Rio Paranaíba, o tombamento do modo de fazer os biscoitos de forno da Comunidade de São João evidencia como a gastronomia também pode ser tratada como patrimônio, especialmente quando ligada a celebrações tradicionais da região.

No Amazonas, Parintins se destaca como exemplo de cidade em que a cultura impulsiona o desenvolvimento. O Festival de Parintins, protagonizado pelos bois Caprichoso e Garantido, reúne milhares de pessoas todos os anos e projeta histórias, personagens e manifestações folclóricas amazônicas para todo o país.

Além de atrair visitantes, o evento fortalece artistas locais, aquece a cadeia produtiva e movimenta a economia da cidade. Segundo a CNM, esse tipo de iniciativa demonstra como o patrimônio pode ser usado de forma estratégica para gerar impacto cultural, turístico e financeiro nos municípios.

A entidade reforça que reconhecer e valorizar o patrimônio municipal é uma missão que exige planejamento, articulação institucional e participação da comunidade. Por isso, a área técnica de Cultura da CNM está disponível para auxiliar gestores na construção de ações que preservem tradições e ampliem o potencial das cidades.

Na avaliação da confederação, o uso inteligente do patrimônio ajuda a fortalecer a identidade regional e a transformar referências históricas e culturais em oportunidades reais de desenvolvimento para a população.

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