Palestra da Academia FIESC de Negócios mostrou como a certificação pode gerar valor econômico e ambiental para as empresas

CEOs e lideranças de empresas de Santa Catarina participaram da mais recente palestra online da comunidade Membership da Academia FIESC de Negócios, dedicada ao tema Créditos de Biodiversidade e Oportunidades para a Indústria. O debate reuniu especialistas para mostrar como esse mercado pode se tornar uma ferramenta de competitividade, conservação da natureza e acesso a novas fontes de financiamento.

O encontro destacou que os créditos de biodiversidade vêm ganhando relevância na agenda empresarial por conectar desempenho ambiental, inovação e estratégia de negócios. Além de ampliar a discussão sobre sustentabilidade, a proposta também abre espaço para a valorização de projetos capazes de gerar impacto positivo e retorno econômico.

Um dos pontos centrais da palespráticotra foi o case da C-Pack, apresentada como a primeira empresa catarinense certificada em Créditos LIFE de Biodiversidade. Segundo o CEO José Maurício Coelho, a certificação trouxe ganhos de reputação, transparência, diferenciação de mercado e maior atração de investimentos em ESG.

Coelho afirmou ainda que a empresa busca ampliar sua capacidade de geração de créditos de biodiversidade, indicando que o modelo pode ir além do reconhecimento inicial e se tornar parte da estratégia de expansão e posicionamento da companhia.

Rosana Maria Renner, gerente executiva do Instituto LIFE, explicou que o processo de certificação exige uma gestão estruturada e se apoia em 114 indicadores de biodiversidade. Ela também reforçou a importância de organismos certificadores, como o SENAI/SC, para dar robustez e credibilidade ao processo.

Já Marcel Hugo, assessor de diretor do BRDE, apresentou as iniciativas do banco para apoiar projetos voltados à sustentabilidade e apontou a perspectiva de novos investimentos no segmento. Para os participantes, consolidar esse mercado no Brasil depende da integração entre empresas, instituições financeiras e organizações especializadas.

O debate também contou com a participação de Charles Leber, consultor sênior do Instituto SENAI de Santa Catarina, e de José Lourival Magri, presidente do Conselho de Meio Ambiente e Sustentabilidade da FIESC. Ao longo da conversa, os convidados reforçaram que a construção desse mercado passa pela criação de confiança, métricas claras e articulação entre diferentes atores.

Ao final, o encontro consolidou a visão de que os créditos de biodiversidade podem fortalecer a competitividade industrial ao mesmo tempo em que estimulam a preservação ambiental. A tendência é que, com mais certificações e investimentos, o tema ganhe espaço na estratégia das empresas brasileiras.

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