Com biodiversidade e pesquisa de ponta, o país vê no setor uma chance de ampliar competitividade e inovação no agro

O Brasil reúne uma das maiores biodiversidades do planeta e conta com uma estrutura de pesquisa reconhecida internacionalmente, dois fatores que o colocam entre os principais candidatos a liderar o mercado global de bioinsumos. Essa combinação abre espaço para o desenvolvimento de soluções biológicas voltadas à nutrição das plantas, ao controle de pragas e ao aumento da eficiência produtiva no campo.

Apesar do potencial, transformar essa vantagem natural em competitividade comercial ainda exige avanços em inovação, proteção do patrimônio genético e maior integração entre ciência e setor produtivo. O desafio passa por criar condições para que o conhecimento gerado no país chegue com mais velocidade ao mercado e ganhe escala.

Segundo análises do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o país concentra até 20% da biodiversidade mundial. Essa riqueza inclui microrganismos adaptados a biomas como Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pantanal e Pampa, ativos que podem se tornar base para novas tecnologias no campo.

Na prática, essa diversidade biológica representa uma fonte estratégica para o desenvolvimento de produtos com maior eficiência e menor impacto ambiental. Ao aproveitar esses recursos de forma responsável, o Brasil pode ampliar sua presença no mercado internacional de bioinsumos e fortalecer a inovação no agronegócio.

Esses temas estarão no centro do III Fórum Bioinsumos no Agro, que será realizado em formato híbrido no dia 18 de agosto, com participação presencial e transmissão online ao vivo. A programação reunirá especialistas para discutir estratégias capazes de fortalecer a pesquisa, ampliar a produção e consolidar a posição brasileira no cenário global.

O encontro também deve abordar caminhos para proteger o patrimônio genético nacional e estimular a conexão entre academia, indústria e produtores. A proposta é transformar biodiversidade e conhecimento científico em inovação concreta, capaz de gerar competitividade e novas oportunidades para o setor.

O fórum conta com apoio institucional de diversas organizações ligadas ao agronegócio e à inovação, entre elas ABAG, Abisolo, Banco do Brasil, CropLife Brasil, FGVAgro, FNE, Fiesp, Insper, Rede ILPF, Sebrae-SP, Sindicafé-SP, Sindirações, Sindiveg, SEESP e UDOP.

O evento também reúne patrocinadores de peso, como Syngenta, Sistema Ocesp, ICS, Yara, Faesp/Senar, Greenhas, Itaú BBA, Satis, Techfértil, CropLife e Amazon AgroSciences. A presença dessas marcas reforça a importância do debate sobre bioinsumos e o interesse crescente em soluções biológicas para o agro brasileiro.

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