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Mulheres que Transformam o Futuro – Apoio a Soluções Comunitárias para a Resiliência Climática e a Justiça Socioambiental. (Fotos: Divulgação)
A chamada destina R$ 2,1 milhões para iniciativas comunitárias voltadas à resiliência climática e à justiça socioambiental
Com o avanço dos impactos das mudanças climáticas em todo o país, mulheres seguem ocupando um papel decisivo em muitos territórios. Elas garantem o abastecimento de água, produzem alimentos, preservam sementes, protegem florestas, organizam comunidades e mantêm vivos conhecimentos tradicionais essenciais para a adaptação climática.
Apesar desse protagonismo, ainda enfrentam barreiras para acessar recursos financeiros capazes de ampliar e fortalecer suas iniciativas. É justamente para enfrentar esse desequilíbrio que o Fundo Casa Socioambiental lançou uma nova chamada voltada ao apoio direto dessas lideranças e organizações.
A chamada “Mulheres que Transformam o Futuro – Apoio a Soluções Comunitárias para a Resiliência Climática e a Justiça Socioambiental” prevê a destinação de R$ 2,1 milhões para até 35 projetos liderados por mulheres em diferentes regiões do Brasil. Cada proposta selecionada poderá receber até R$ 60 mil.
Os recursos devem apoiar ações voltadas à proteção dos territórios, conservação da biodiversidade, adaptação às mudanças climáticas e fortalecimento da autonomia econômica feminina. Segundo o Fundo Casa, a proposta é ampliar soluções que já existem nos territórios e que vêm apresentando resultados concretos nas comunidades.
Podem participar associações, coletivos e organizações comunitárias lideradas por mulheres que atuem em áreas como proteção de florestas, rios, nascentes e biodiversidade; agroecologia e sistemas agroflorestais; recuperação de áreas degradadas; gestão comunitária dos recursos naturais; cadeias produtivas da sociobiodiversidade; economia solidária; turismo comunitário; e beneficiamento e comercialização de produtos da sociobiodiversidade.
As propostas podem reunir até dois eixos temáticos da chamada, permitindo integrar conservação ambiental, fortalecimento organizacional e geração de renda. O edital também reconhece cuidado e autocuidado como dimensões fundamentais para a permanência das mulheres nos territórios, incentivando estratégias de bem viver, proteção e fortalecimento das lideranças femininas.
As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela plataforma CasaDigital até 25 de agosto. O Fundo Casa é conhecido por atuar com financiamento direto a organizações da sociedade civil que estão na linha de frente da conservação ambiental, da justiça climática e da defesa dos direitos territoriais.
O modelo adotado busca fazer com que os recursos cheguem diretamente a quem conhece a realidade local e já desenvolve respostas concretas em seus próprios territórios, sem concentrar o apoio em grandes instituições. A aposta é que o financiamento fortaleça iniciativas comunitárias com impacto social e ambiental de longo prazo.
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