Oportunidades de fornecimento incluem peças, equipamentos e sistemas que ampliem o ciclo de vida de embarcações, veículos, aeronaves e outros equipamentos e armamentos; Forças apresentaram demandas para empresas durante SC Expo Defense

Num esforço para ampliar a participação de indústrias nacionais no desenvolvimento de projetos estratégicos das Forças Armadas, Marinha, Exército e Força Aérea Brasileira apresentaram suas demandas às indústrias participantes da SC Expo Defense. O evento, que ocorre nesta quinta e sexta (21 e 22) na sede da Federação das Indústrias de SC (FIESC), tem como foco aproximar o setor produtivo e as empresas de base industrial de defesa de potenciais compradores das forças de defesa e segurança.

O vice-almirante Carlos Henrique de Lima Zampieri, Dretor de Sistemas de Armas da Marinha, destacou que a Força acredita na produção local. Para ele, o caso das Fragatas Classe Tamandaré é um exemplo de que o esforço para ampliar a participação nacional compensa.

“O conteúdo local priorizado faz diferença. Hoje temos dois navios em construção simultaneamente, e um já entregue em teste de aceitação de sistemas de combate. Convido a indústria de SC a pensar em como participar do desenvolvimento dos projetos estratégicos da Marinha e como nos ajudar a elevar o ciclo de vida desses projetos, como os navios”, afirmou o vice-almirante.

O General de Divisão Everton Pacheco da Silva, Chefe do Escritório de Projetos do Exército - EPEx, destacou que a Força está redesenhando sua estrutura, para alinhar os projetos estratégicos por competências. As mudanças já começaram com o Força 40, que atualizou o portfólio estratégico do exército em seis programas macro, focando em capacidades que o Exército ainda não possui.

“Todo projeto passa por revisão para incorporar e aumentar a participação da indústria nacional. Mesmo em caso de capacidades imediatas que não temos, em que buscamos no exterior, a intenção é alinhar essa capacidade com transferência de tecnologia”, explicou o general.

Na Força Aérea Brasileira, os processos de aquisição não envolvem apenas compras, mas também o desenvolvimento de tecnologias nacionais, transferência de conhecimento e fortalecimento da indústria brasileira. De acordo com Major-Brigadeiro do Ar Frederico Casarino, chefe da 7ª subchefia do Estado-Maior da Aeronáutica, cada projeto segue uma “trilha” alinhada aos objetivos estratégicos brasileiros, contribuindo para ampliar capacidades operacionais e reduzir vulnerabilidades.

A FAB também ressaltou a importância de projetos voltados ao setor espacial, ao controle do espaço aéreo, à integração de sistemas e ao desenvolvimento de novas plataformas aéreas e autônomas, reforçando o compromisso com inovação, soberania e defesa do território nacional.

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