Instalado no Aeroporto Santa Terezinha, em Joaçaba, o serviço foi implantado por meio da integração entre o CBMSC e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), via Secretaria de Estado da Saúde

A 3ª Companhia do Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) completa neste 10 de abril dois anos de atuação em Joaçaba com números que reforçam a importância estratégica do serviço para o atendimento de urgência e emergência no Estado. Desde a implantação da base aeromédica, em abril de 2024, a unidade já realizou 398 missões, somou mais de 1.077 horas de voo, transportou aproximadamente 700 pessoas entre pacientes e acompanhantes e alcançou 97% de missões cumpridas.

Instalado no Aeroporto Santa Terezinha, em Joaçaba, o serviço foi implantado por meio da integração entre o CBMSC e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), via Secretaria de Estado da Saúde. A estrutura passou a atender de forma estratégica a região, ampliando a cobertura aeromédica estadual e reduzindo de forma significativa o tempo de deslocamento de pacientes em estado grave.

Base estratégica
A instalação da base aeromédica em Joaçaba representou um divisor de águas para o atendimento de urgências e emergências no Meio-Oeste, Planalto Serrano e Extremo Oeste catarinense. Com a operação da aeronave Arcanjo (Asa Fixa), baseada no Aeroporto, tornou-se possível reduzir deslocamentos terrestres de até 10 horas para menos de 2 horas, garantir acesso rápido a hospitais de referência e ampliar de forma mais célere a cobertura aeromédica estadual. Essa presença estratégica elevou significativamente o nível de resposta do Estado, permitindo que o tempo, fator crítico em urgências e emergências, passasse a jogar a favor da vida.

Números que representam vidas
Segundo o balanço dos dois anos de operação, a média é de 2,7 horas de voo por ocorrência. Os atendimentos envolvem principalmente transferências inter-hospitalares de alta complexidade, além de transporte de gestantes de alto risco, remoções neonatais e pediátricas — que representam quase metade das ocorrências —, envio de insumos médicos, deslocamento de tropas especializadas, transporte de órgãos para transplante e apoio a ações de busca, salvamento e resposta a desastres.

A estrutura embarcada também permite atendimento avançado, com uso frequente de incubadoras neonatais, equipamentos de suporte à vida e equipe especializada (Operadores de Suporte Médico). Esse conjunto transforma a aeronave em uma verdadeira UTI aérea, garantindo continuidade do cuidado desde a origem até o hospital de destino.


Para o Capitão Daldrian Scarabelot, que atua na região, esse aniversário representa um ciclo de consolidação. “Cada missão é a reafirmação do nosso compromisso com a sociedade catarinense. Quando não estamos em voo, estamos em resgate; atendemos ocorrências por terra ou pelo ar, garantindo que o socorro nunca pare. É um serviço que se consolida cada vez mais como um braço essencial para os municípios do Meio-Oeste e Oeste. A integração com o Samu é referência no país e traz uma sinergia que permite resposta eficiente, técnica e humanizada”, concluiu.

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