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. (Fotos: ASCOM)
Encontro reuniu lideranças empresariais e representantes da SCGÁS para apresentar estudo sobre implantação da rede e potencial de consumo energético no município
A implantação da rede de gás natural e a oferta de biometano para o setor produtivo de Chapecó foram temas de uma reunião realizada nesta terça-feira (3), no Centro Empresarial de Chapecó (CEC). O encontro reuniu representantes da SCGÁS, da empresa Cetric e lideranças empresariais para apresentar estudos sobre o potencial energético do município e discutir alternativas para ampliar o acesso a novas fontes de energia.
Durante a reunião, a SCGÁS apresentou dados sobre o projeto de implantação da rede de distribuição no município e as possibilidades de integração com a produção regional de biometano. O combustível renovável é obtido a partir da transformação de resíduos orgânicos e pode ser utilizado em processos industriais, no comércio, em residências e no transporte.
O diretor técnico-comercial da SCGÁS, Sílvio Del Boni, destaca que a interiorização do gás natural está entre as prioridades da companhia. A expansão da infraestrutura de distribuição por meio do biometano permite atender novas regiões e criar condições para o desenvolvimento de projetos associados à produção regional do combustível. “O projeto de Chapecó é um marco para a SCGás, representa uma mudança no conceito de visão energética para a cidade, bem como um avanço no processo de interiorização do gás natural em Santa Catarina. A integração entre a produção local de biometano e a rede de distribuição amplia as alternativas energéticas para a indústria, para o setor de transporte e para o mercado urbano”, afirma.
Estudo elaborado pela SCGÁS indica que Chapecó possui alto potencial de consumo de gás natural e biometano, distribuído em diversos segmentos, como industrial, comercial, residencial e veicular.
Para viabilizar o fornecimento energético no município, o levantamento prevê investimento estimado em R$ 35 milhões na implantação da rede de distribuição. O projeto considera três etapas de expansão, com aproximadamente 58,5 km de rede ao longo das fases de implantação.
A produção regional de biometano foi um dos temas discutidos no encontro. A planta da Cetric utiliza resíduos orgânicos do Oeste e do Meio-Oeste catarinense, produzindo biometano, combustível que vai contribuir para um abastecimento mais sustentável de todos os segmentos — industrial, comercial e residencial —, bem como para o desenvolvimento de corredores de transporte rodoviário movidos a gás.
O projeto apresentado em Chapecó também está alinhado à estratégia de expansão do biometano em Santa Catarina. Levantamento da concessionária aponta potencial de oferta de aproximadamente 228,5 mil m³/dia no estado, considerando diferentes polos de produção.
A reunião integrou uma série de iniciativas voltadas à avaliação de novos projetos de infraestrutura energética no interior catarinense, com foco no atendimento às demandas industriais e logísticas da região.
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