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. (Fotos: ASCOM)
O objetivo é conscientizar homens, mulheres e jovens de que a violência, seja ela física, psicológica, patrimonial ou de qualquer outra natureza não é e não deve ser aceita
Representantes da Polícia Civil de Santa Catarina e da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC) debateram, nesta semana, ações práticas no combate à violência contra a mulher. A ideia é unir forças para enfrentar o que o vice-presidente da Federação, César Smielevski, definiu como “uma verdadeira mazela da nossa sociedade”.
“A violência contra a mulher afeta a todos: famílias, círculo de amizades, empresas e toda a sociedade”, destacou o presidente da FACISC, Elson Otto.
O objetivo é conscientizar homens, mulheres e jovens de que a violência, seja ela física, psicológica, patrimonial ou de qualquer outra natureza não é e não deve ser aceita.
“Precisamos quebrar este ciclo. Para isso, queremos que a nossa mensagem chegue aos empresários, aos seus funcionários e também às escolas. Nos ambientes empresariais de Santa Catarina, violência contra a mulher não tem espaço. Aqui, não”, reforçou Smielevski.
A delegada coordenadora das Delegacias de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI), Patrícia Zimmermann D’Ávila, elogiou a iniciativa da FACISC. Ela contextualiza que, em 2024, 90% das mulheres assassinadas em Santa Catarina nunca haviam registrado um boletim de ocorrência contra o seu agressor – sendo que a violência de gênero não começa com uma atitude extrema.
“A maioria é morta por homens de suas relações íntimas de afeto. E por que elas não denunciam antes? Porque acham que podem consertar as relações, se consideram culpadas, até. E quando a gente vê uma entidade forte como a FACISC disposta a chegar nas pessoas com quem ela trabalha, e realizar ações efetivas de combate à violência de gênero, a gente vê que vai ser possível levar informação sobre quais as formas de violência, o que caracteriza. Vamos chegar a mulheres e homens para reduzir este número de agressões e de mortes”, avalia a delegada.
As instituições planejam ações conjuntas de conscientização e de acolhimento para serem colocadas em prática já nos próximos meses. O movimento faz parte da campanha “Aqui Não”, da FACISC, lançada em novembro do ano passado, quando também foi assinado o Protocolo “Não é Não”, com o Ministério Público de Santa Catarina. Também fazem parte da iniciativa o Governo do Estado, projeto Antonietas da NSC Comunicação, associações empresariais e empresas de todo o estado.
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