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Reis do Nada é o primeiro convidado do "Dazaranha feat 35 anos", com o lançamento de "Nisso que deu" nas plataformas digitais. (Fotos: Divulgação)
Faixa "Nisso que deu" abre uma série de colaborações que seguirá até 2027
O Dazaranha está perto de completar 35 anos de estrada e decidiu marcar a data com um projeto que vai além da nostalgia. Em vez de olhar apenas para o passado, a banda lançou o “Dazaranha feat 35 anos”, série de encontros musicais que seguirá até 2027 com participações de artistas de diferentes gerações.
O primeiro lançamento desse movimento é a parceria com o Reis do Nada, na faixa “Nisso que deu”. A música está disponível em todas as plataformas digitais desde quinta-feira, 29 de outubro, e abriu oficialmente a sequência de feats planejada pelo grupo catarinense.
A história da canção começou antes do estúdio. Escrita por PH Collaço, do Reis do Nada, durante a pandemia, a faixa nasceu em um momento de incerteza, mas já com a imaginação voltada para como soaria nas mãos do Dazaranha. O compositor conta que pensava no violino, nas guitarras e na energia da banda, até que a ideia saiu do campo da fantasia e ganhou forma de verdade.
Segundo PH, a música carrega um significado especial porque atravessou o período de isolamento até chegar ao lançamento. A composição que surgiu em um momento de pausa agora se transforma em ponto de encontro entre dois projetos que, embora diferentes, compartilham referências e admiração mútua.
O resultado de “Nisso que deu” não tenta aproximar as duas bandas à força. Em vez disso, a gravação preserva as características de cada lado: em alguns trechos, aparece com mais força a identidade do Reis do Nada; em outros, o DNA do Dazaranha se impõe com clareza. A ideia era justamente encontrar o ponto em que essas duas trajetórias se cruzam sem que nenhuma desapareça.
Para Laurinho Linhares, o encontro tem ainda um valor simbólico. Ele lembra que cresceu admirando o Dazaranha e que, para sua geração, a banda virou referência em Santa Catarina. Estar agora no estúdio ao lado de músicos que antes eram apenas influência é, segundo ele, a realização de um sonho antigo.
Ao longo dos próximos meses, o Dazaranha pretende lançar outras parcerias com artistas convidados, misturando estilos, histórias e gerações. A proposta é manter viva a essência da banda, mas também abrir espaço para novas ideias e novas formas de tocar. Para Moriel Costa, essa dinâmica é uma forma natural de celebrar quase 35 anos sem ficar preso ao passado.
Chico Martins reforça que o contato com músicos mais jovens também ajuda a renovar o próprio grupo. Cada encontro traz uma referência diferente, uma maneira nova de compor e de gravar, o que mantém a banda em movimento. Já Carlos Trilha, que produziu e gravou outros trabalhos do Dazaranha, voltou a participar do processo e ajudou a encontrar o equilíbrio entre as duas identidades musicais.
Com o lançamento de “Nisso que deu”, o Dazaranha dá início a uma fase que combina memória, experimentação e novas conexões. O Reis do Nada abre a lista de convidados, mas outros nomes ainda serão revelados ao longo da caminhada até 2027.
Mais do que uma comemoração, o projeto se apresenta como uma continuação da história da banda. O aniversário de 35 anos, neste caso, não funciona como ponto final de um ciclo, mas como o começo de uma nova etapa em que a música segue sendo o principal lugar de encontro.
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O primeiro feat traduz a essência do que a banda pretende construir até o aniversário. (Divulgação)
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A gravação foi feita no estúdio de Carlos Trilha, que já produziu e gravou outros quatro trabalhos do Dazaranha e conhece bem o som, os músicos e a dinâmica da banda. (Divulgação)
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